A segunda projeção do balanço de oferta e demanda de algodão dos Estados Unidos para a safra 2026/27 indica menor produção e estoques finais, além de exportações e estoques iniciais maiores em comparação com 2025/26. O consumo doméstico foi mantido inalterado.
A área plantada é estimada em 9,64 milhões de acres, com base no relatório Prospective Plantings de 31 de março. A área colhida é projetada em 7,38 milhões de acres, o que implica taxa de abandono de aproximadamente 24%, próxima à média dos últimos dez anos.
A produtividade média nacional para 2026/27 é estimada em 866 libras por acre colhido, ligeiramente acima das 852 libras registradas em 2025/26. Com isso, a produção norte-americana é projetada em 2,90 milhões de toneladas, cerca de 130 mil toneladas abaixo das 3,03 milhões de toneladas produzidas na safra anterior.
As exportações são estimadas em 2,68 milhões de toneladas, aumento de aproximadamente 65 mil toneladas em relação à temporada anterior, impulsionadas pela maior demanda global. Como consequência, os estoques finais devem recuar para 849 mil toneladas, cerca de 109 mil toneladas abaixo do ciclo anterior. A relação estoque/uso é projetada em 28,1%.
O preço médio da safra 2026/27 é estimado em 73 centavos de dólar por libra-peso.
Para 2025/26, a produção de algodão dos EUA foi reduzida em cerca de 4,6 mil toneladas, passando para 3,03 milhões de toneladas. Não houve outras alterações nas categorias de oferta e demanda do balanço norte-americano. A previsão do preço médio ao produtor foi elevada em 2 centavos, para 63 centavos de dólar por libra, refletindo a recente valorização dos contratos futuros do algodão.
mercado mundial
A oferta global de algodão para 2026/27 deve cair 2% em relação a 2025/26, já que a produção mundial é projetada em volume inferior ao da temporada anterior, mesmo com o aumento dos estoques iniciais.
O consumo global é estimado em 26,50 milhões de toneladas, alta de 1%, liderada por aumentos na China, Índia, Bangladesh, Egito, Paquistão e Vietnã.
O comércio internacional deve recuar 1%, para 9,45 milhões de toneladas, uma vez que a redução das importações pela Índia mais do que compensa os aumentos previstos para Paquistão, China, Vietnã e outros países.
Os estoques finais mundiais são projetados em 15,63 milhões de toneladas, queda de 7% em relação a 2025/26. A redução é atribuída principalmente à diminuição dos estoques na Austrália, Brasil e Estados Unidos para sustentar as exportações diante de safras menores, além da redução dos estoques de Índia e China para atender ao consumo.
Revisões para 2025/26
O balanço global de 2025/26 foi revisado para refletir maior produção, consumo e estoques iniciais e finais, enquanto o comércio internacional teve ligeiro aumento.
A produção mundial foi elevada para 26,69 milhões de toneladas, alta próxima de 1%, impulsionada principalmente por uma revisão positiva para o Uzbequistão, parcialmente compensada por redução na Argentina.
O consumo global também foi revisado para cima, especialmente devido ao aumento do uso industrial no Uzbequistão e na China. Em contrapartida, foram registradas reduções para Paquistão e Vietnã.
Os estoques finais mundiais devem crescer cerca de 48 mil toneladas, já que os aumentos na produção e nos estoques iniciais superam o avanço do consumo. A relação estoque/uso foi ligeiramente reduzida para 64,3%.

