Em um movimento para consolidar a unidade do campo progressista no Rio Grande do Sul, o petista Edegar Pretto anunciou oficialmente a retirada de sua pré-candidatura ao Palácio Piratini. A decisão, fruto de intervenção do PT nacional, sela o apoio da legenda à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT).
O recuo de Pretto, que teve 1,2 milhão de votos em 2022, apenas dois mil a menos que o atual governador Eduardo Leite (PSD), reeleito no segundo turno, é visto como um gesto de generosidade política em prol de uma frente ampla contra o avanço da extrema direita no estado.
O PT do Rio Grande do Sul insistiu nas últimas semanas em manter a candidatura de Pretto, mas prevaleceu a determinação nacional do partido, por construção de palanques nos estados com legendas aliadas.
“O PDT é um partido importante na história do nosso país. Temos muito respeito pelo trabalhismo, representou muitas questões importantes do nosso estado, do nosso país. A figura do Leonel Brizola, avô da Juliana, é uma figura que tem o absoluto respeito de todos nós do campo progressista”, afirmou Pretto em suas redes sociais.
Com o apoio do PT, Juliana Brizola se aproxima de pautas ligadas à agricultura familiar e aos movimentos populares, marcas registradas da trajetória de Edegar Pretto, que era apoiado pelo MST no estado.
A tendência é que o PT indique o vice na chapa que disputará o governo. Pretto é um dos nomes cogitados e pode assumir o posto.

