Ato em Brasília vai denunciar imperialismo dos EUA e agressão à Venezuela nesta quarta-feira (28)

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Movimentos políticos, organizações populares e coletivos internacionalistas realizam nesta quarta-feira (28), a partir das 17h, um ato em frente à Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, para denunciar a intervenção norte-americana na Venezuela e exigir a libertação de Cilia Flores e do presidente legítimo Nicolás Maduro.

A mobilização é convocada pelo Comitê de Liberdade para Cilia Flores e Nicolás Maduro e integra uma jornada internacional de protestos em solidariedade ao povo venezuelano.

O foco do ato é a escalada da agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela, intensificada após a operação militar estadunidense realizada no dia 3 de janeiro que resultou na captura de Maduro e de Cilia Flores. A ação, conduzida sem aval de organismos multilaterais como a ONU, é classificada por juristas e analistas como uma grave violação do direito internacional e um ataque direto à soberania de um Estado latino-americano.

Em Brasília, os organizadores afirmam que a escolha da Embaixada dos EUA como local do protesto é simbólica. O ato deve reunir militantes de partidos, movimentos estudantis, representantes de movimentos populares e ativistas da solidariedade internacional.

Embora o protesto tenha como eixo central a libertação de Maduro e Cilia Flores, os manifestantes também denunciam o imperialismo norte-americano e seus impactos sobre a Venezuela. Análises recentes apontam que o bloqueio financeiro e comercial imposto pelos EUA ao longo dos últimos anos agravou a crise econômica, dificultou o funcionamento da indústria petrolífera e ampliou o sofrimento da população, especialmente nos setores mais pobres.

Soberania dos povos latino-americanos

Desde a ofensiva militar de janeiro, atos semelhantes vêm sendo realizados em diversas capitais brasileiras e em outros países da América Latina e da Europa. As mobilizações denunciam não apenas a captura do presidente venezuelano, mas também o precedente aberto para novas intervenções na região, sob o discurso do combate ao narcotráfico e da “segurança nacional”.

Para os organizadores, o ato desta quarta-feira (28) em Brasília será também um chamado à sociedade brasileira. “Defender a soberania da Venezuela é defender a soberania dos povos latino-americanos”, afirmam. A manifestação reforça a mensagem de repúdio ao imperialismo e de solidariedade internacional.

O protesto integra uma agenda ampla de mobilização internacional contra o avanço das aspirações imperialistas do governo de Donald Trump, deve continuar enquanto persistirem as sanções, a intervenção militar e a prisão das lideranças venezuelanas.

Estão previstos atos pelas ruas de toda a América Latina nos diversos territórios onde atuam essas organizações, e também nas redes sociais.

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