BRB informa redução de gastos com publicidade e patrocínio neste ano

Publicada em

Em meio à crise financeira que veio à tona nos últimos meses, o Banco de Brasília (BRB) anunciou um corte no orçamento destinado à patrocínios. Divulgado nesta semana, o plano de comunicação da instituição prevê a destinação de R$ 53,5 milhões para esta finalidade.

Do total, R$50 milhões provém do orçamento do Banco de Brasília S.A., R$ 3,5 milhões do BRB – Crédito, Financiamento e Investimento S.A. e R$ 33 mil do BRB. Em 2025, o valor destinado para patrocínios era de cerca de R$ 122,3 milhões. O investimento orçamentário para publicidade também caiu neste ano. Saiu de R$ 45,8 milhões em 2025 para R$ 31,1 milhões em 2026.

A redução ocorre em um momento de crise para o BRB. A instituição tem seguido um plano de recuperação de seu capital após realizar operações com o Banco Master. As autoridades investigam a compra pelo BRB de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito supostamente fraudadas do Master, com ativos superfaturados ou inexistentes.

O plano de capitalização do BRB, apresentado ao Banco Central recentemente, prevê implementar ações em até 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro. O BRB não detalhou o conjunto de ações preventivas entregues. Atualmente, o banco é patrocinador do clube de futebol Flamengo e tem um acordo de verbas publicitárias com o Aeroporto de Brasília.

Gastos em ano eleitoral

O Brasil de Fato DF produziu uma reportagem exclusiva em outubro do ano passado sobre o aumento em 89% do BRB em gastos com publicidade e patrocínios durante o ano eleitoral. No total, a instituição desembolsou pelo Cartão BRB mais de R$ 3,49 milhões em 2022. Entre 2019 e 2021, os custos médios foram de R$ 1,8 milhões.

O excedente, proibido por lei, motivou a abertura de inquérito no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para apurar os indícios de danos ao patrimônio público do BRB e do Cartão BRB causados pelo descumprimento dos limites para despesas com publicidade e patrocínio no período de 2019 a 2024 e no ano eleitoral de 2022.

Na época, o BRB disse que as limitações previstas em lei valem apenas para publicidade institucional, ligada à promoção de atos ou programas de governo e que realizou ações de marketing e publicidade exclusivamente voltadas à divulgação de produtos e serviços de mercado em 2022, “não havendo despesas destinadas à promoção institucional ou a programas de governo”.

:: Clique aqui para receber notícias do Brasil de Fato DF no seu Whatsapp ::

Source link