Integrantes de organizações populares brasileiras participam de uma brigada internacional na Venezuela com atividades voltadas à articulação política e ao acompanhamento de iniciativas locais. A ação reúne militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), do Levante e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
“A brigada tem o objetivo de expressar a solidariedade das organizações populares do Brasil e se somar na campanha internacional pela libertação do presidente Nicolás Maduro e da primeira combatente Cilia Flores, e apoiar o trabalho que segue em curso da Revolução Bolivariana, fortalecendo o poder comunal”, diz a coordenadora nacional do MST, Jailma Lopes.
Maduro e Flores foram sequestrados e presos pelos Estados Unidos no dia 3 de janeiro e seguem em território estadunidense até hoje. Na próxima quinta-feira (26), os dois devem passar por uma nova audiência, no Tribunal de Justiça de Nova Iorque.
“Além de atividades e atos pela praça por liberdade de Maduro e Cília Flores, temos visto o povo firme. A agressão foi um golpe duro, mas há um espírito de seguir construindo o projeto e defesa”, completa.
A dirigente também afirmou que a missão busca expressar solidariedade de organizações brasileiras e fortalecer vínculos com processos políticos no país. Segundo ela, a brigada também pretende dar visibilidade às experiências locais e ampliar ações de mobilização no Brasil em torno da Venezuela.
A delegação iniciou as atividades em Caracas, onde permanece na primeira semana, em reuniões e atividades de formação. Em seguida, os participantes devem se dividir em regiões para acompanhar ações em territórios organizados por comunidades. O trabalho inclui participação em iniciativas que envolvem organização local e mobilização social, em um processo que deve se estender por dois meses.
“Passaremos dois meses, mas a intenção é continuar construindo outras brigadas no próximo período, quem venham conhecer, imergir na realidade e se solidarizar à revolução bolivariana, além da Brigada Internacionalista Apolônio de Carvalho, que é uma brigada permanente do MST que já está aqui há mais de 20 anos, construindo várias frentes de trabalho com o povo venezuelano”, diz.
Jailma afirmou que a proposta é acompanhar e contribuir com atividades em curso e registrar essas experiências para difusão no Brasil. Segundo ela, a missão também busca estimular a continuidade de novas brigadas no futuro.
Sobre a chegada ao país, relatou que o grupo ainda está em fase de adaptação e descreveu a cidade como organizada e com atividades em funcionamento. “Não há nada de caótico”, disse. Ela também afirmou que há mobilização política em espaços públicos e atos em defesa de lideranças. Segundo Jailma, a população segue mobilizada após episódios recentes e mantém a organização das atividades.

