Carro fantasma” na Câmara de Duque Bacelar deve consumir mais de R$ 30 mil em gasolina até o fim do ano

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Há quem diga que a pacata cidade de Duque Bacelar, no interior do Maranhão, parece ter virado uma nova Grim Ville — a fictícia cidade da novela “Pedra Sobre Pedra”, onde o misterioso Cadeirudo rondava as madrugadas frias. Só que, no caso maranhense, o “fantasma” não aparece nas noites, mas nas contas públicas da Câmara Municipal.

Segundo apurações, um carro fantasma — que ninguém viu pelas ruas, tampouco adesivado como veículo oficial do Poder Legislativo — deve consumir até o fim do ano mais de R$ 30 mil em gasolina comum. O contrato prevê gastos mensais superiores a R$ 5 mil apenas com o aluguel do veículo, supostamente a serviço da Câmara.

O prejuizo do suposto esquema pode chegar a mais de 100 mil reais nos cofres do legislativo municipal.

A questão que ecoa entre os moradores é direta: 
onde está o carro fantasma?

Enquanto vereadores da oposição denunciam a falta de transparência, o presidente da Câmara Municipal ainda não apresentou provas da existência do automóvel, que, segundo documentos administrativos, estaria à disposição do Legislativo para atividades institucionais.

Fontes internas afirmam que nenhum servidor jamais utilizou o veículo, nem há registros de deslocamentos oficiais. Há quem suspeite que o carro esteja guardado em garagem particular, servindo não à Câmara, mas aos interesses pessoais de quem deveria zelar pela probidade e pelo uso correto do dinheiro público.

Com o silêncio da presidência e a ausência de qualquer comprovação física do automóvel, o caso do “carro fantasma de Duque Bacelar” começa a ganhar repercussão local — e pode se tornar mais um exemplo de como pequenas prefeituras e câmaras municipais alimentam esquemas silenciosos de desperdício e desvio de recursos públicos.

Enquanto o mistério não é solucionado, fica a pergunta no ar:
será que o carro fantasma vai continuar rodando — invisível — às custas do povo bacelarense?

Ate o momento do Presidente vereador Fernando da Idalice – MDB, permanece em silencio total sobre o caso.