Caso Ypê: Risco de infecção é maior para imunossuprimidos, diz médico

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A suspeita de contaminação microbiológica em um lote de produtos da marca Ypê gerou preocupação entre consumidores. A Anvisa recomendou a suspensão da fabricação após inspeções em fábricas localizadas em São Paulo e em Amparo, no interior paulista, mas a empresa conseguiu reverter a decisão. Em entrevista à CNNSérgio Graff, mestre em Toxicologia pela Universidade de São Paulo, afirmou que o risco de infecção é maior para imunossuprimidos.

Segundo a Anvisa, foram encontradas irregularidades que comprometem o sistema de controle de qualidade e garantia sanitária, falhas que podem levar à contaminação microbiológica dos produtos.

Graff explicou como pode ocorrer uma eventual contaminação. Segundo ele, a bactéria envolvida vive em ambientes úmidos e em líquidos. “Ela tá no ralo da pia, no ralo do banheiro, no vaso sanitário, no esgoto, enfim, onde tiver água ela tá”, afirmou Graff. “E assim se dá a fonte de contaminação”, completou.

Para a maioria das pessoas, no entanto, o risco é considerado baixo. De acordo com Graff, o perigo de infecção por essa bactéria oportunista “para pessoas com boa saúde, que estão bem, praticamente não existe”.

O especialista destacou que os grupos que devem ficar mais atentos são aqueles com doenças capazes de suprimir o sistema imunológico, como diabetes descompensado, tuberculose, alguns tipos de câncer e carcinomas, além de pessoas que fazem uso de imunossupressores, como pacientes que realizaram transplantes. “Essas pessoas não é que elas vão ter infecção, mas elas são mais sugestionáveis”, pontuou.

O que fazer com os produtos do lote suspenso

Graff também orientou os consumidores que já fizeram uso dos produtos pertencentes aos lotes alvo da suspensão da Anvisa. O médico ressaltou que não há motivo para pânico. “Não tem que ter pânico, porém não é para sair bebendo detergente, nem sabão”, alertou. A principal recomendação é interromper imediatamente o uso do produto caso ele pertença ao lote identificado.

Para quem já utilizou o produto anteriormente, Graff foi direto: “Você não teve infecção, não vai mais ter.” A orientação é guardar o produto, suspender o uso e, em alguns dias, entrar em contato com a empresa para trocar ou devolver o item. “O importante é não ter pânico, não desesperar, parar de usar”, concluiu o especialista.

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