O Ceará terá dois representantes na nova diretoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), eleita no dia 17 de janeiro, durante o 35º Congresso da entidade, realizado em Brasília. A escolha da nova direção ocorreu por meio de votação entre os delegados e delegadas presentes no congresso, que reuniu sindicatos de todas as regiões do país.
Foram eleitos o professor Alessandro Carvalho, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos das Secretarias de Educação e Cultura do Estado e dos Municípios do Ceará (Apeoc), que passa a ocupar a Secretaria de Saúde das Trabalhadoras e dos Trabalhadores em Educação, e Ana Cristina, presidenta do Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute), eleita para a Secretaria Executiva da confederação.
Em avaliação sobre a eleição, Carvalho destacou a importância da presença cearense na direção nacional da entidade, ressaltando o peso político da CNTE no debate educacional brasileiro. Ele também apontou que a pauta da saúde do trabalhador ganhou centralidade no congresso, diante do aumento de adoecimentos físicos e mentais entre profissionais da educação, associados à sobrecarga e às condições de trabalho.
Segundo o novo secretário, a gestão dará continuidade às ações desenvolvidas pela professora Francisca, que o antecedeu na pasta, com foco na articulação com sindicatos estaduais e municipais e na defesa de ambientes de trabalho mais saudáveis nas redes de ensino.
A eleição ocorreu no mesmo congresso que definiu a nova presidência da CNTE. Com 93,76% dos votos, a Chapa 10, intitulada “Unidade para Lutar e Conquistar”, venceu a disputa para a Direção Executiva e o Conselho Fiscal da confederação no quadriênio 2026–2030. Com o resultado, Fátima Silva assume a presidência da entidade, iniciando um novo ciclo à frente da maior confederação de trabalhadores em educação da América Latina.
De acordo com informações divulgadas pela própria CNTE, a nova diretoria reflete a diversidade regional e política da confederação, reunindo dirigentes de todas as regiões do país e buscando representar as diferentes realidades da educação brasileira.
Pautas de luta
No 35º Congresso da CNTE, o Ceará foi representado oficialmente por dois sindicatos: o Sindiute e a Apeoc. Durante os debates, a delegação cearense defendeu o fortalecimento do financiamento da educação pública como condição para garantir qualidade no ensino e valorização dos profissionais. Também esteve entre os eixos defendidos a ampliação da unidade entre sindicatos da educação, entidades estudantis e movimentos sociais, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e frentes de articulação nacional. A avaliação apresentada pela delegação foi de que a articulação entre esses atores é fundamental para enfrentar os desafios impostos à educação pública e aos direitos da categoria.
O que é a CNTE?
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) é a entidade que representa profissionais da educação em todo o Brasil. A confederação reúne sindicatos de diferentes estados e municípios para debater políticas educacionais, direitos trabalhistas e estratégias de mobilização em defesa da escola pública. Filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a CNTE é a segunda maior confederação brasileira e congrega mais de 1 milhão de trabalhadores e trabalhadoras. Além das pautas específicas da educação, a entidade atua em debates mais amplos da sociedade, como o combate ao trabalho infantil, a defesa da reforma agrária, a saúde do trabalhador, o enfrentamento ao racismo e às desigualdades de gênero, ampliando a presença da categoria no cenário político e social do país.
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