Uma flotilha internacional com ajuda humanitária destinada à Faixa de Gaza foi interceptada por Israel no Mar Mediterrâneo na madrugada desta quinta-feira (30). Pelo menos 180 ativistas foram sequestrados pelas forças israelenses, de acordo com a Global Sumud Flotilha.
Segundo a organização, pelo menos três brasileiros estavam nos barcos interceptados pelas forças israelenses. Outros participantes da missão forma encaminhados para a Ilha de Creta, na Grécia.
Em entrevista ao Conexão BdFsim Rádio Brasil de FatoJoão Aguiar, coordenador da Global Sumud Flotilha, afirma que o objetivo é resgatar os ativistas e cumprir o objetivo da missão: criar um corredor humanitário em Gaza.
“Nós estávamos em águas internacionais com 58 embarcações, quando 22 foram interceptadas pelas forças terroristas de Israel. Quase 180 ativistas estão sequestrados nesse momento. Estamos em negociação com o auxílio do Itamaraty para a libertação dos ativistas”, explica.
“A gente está brigando com uma das maiores potências militares e a gente luta contra governos e gente muito poderosa. Mas isso não nos põe medo. O mais importante é que a gente consiga recuperar esses ativistas antes de chegarem na Palestina ocupada. O ato de Israel mais ilegal é sempre o próximo. É uma revolta geral”, avalia.
João Aguiar destaca que o governo espanhol tem sido um grande aliado na luta pela libertação da Palestina. “Qualquer sinal de apoio é muito importante e a nossa organização é para isso, para convencer o mundo que temos que combater o sionismo. Os espanhóis são os mais engajados nessa batalha para liberar os nossos companheiros”, afirma.
Aguiar destaca que o cessar-fogo na região sempre foi fictício e a situação de barbárie continua. Por essa razão, defende o coordenador, a ação direta tem que continuar. “Só assim a gente vai conseguir algo de concreto na direção de acabar com esse genocídio palestino que dura tanto tempo. Só vamos sossegar quando nossos ativistas estiverem livres e a Palestina também.”
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