O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou em Genebra, na Suíça, nesta segunda-feira (16), onde participará na terça-feira (17) das negociações, mediadas por Omã, com os Estados Unidos.
“Estou em Genebra com ideias concretas para alcançar um acordo justo e equitativo. O que não está discussão: submissão diante de ameaças”, escreveu o chanceler na plataforma X. Ele acrescentou que a delegação técnica iraniana está preparada para uma “discussão aprofundada” sobre garantias, inspeções e o futuro do material nuclear iraniano.
O Irã busca negociar limites e mecanismos de verificação, sem aceitar as pressões de Washington pelo desmantelamento total de sua capacidade de enriquecimento de urânio. Do lado norte-americano, devem comparecer o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o genro do presidente dos Estados Unidos, Jared Kushner.
Nesta segunda-feira, o chanceler iraniano se reuniu com o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi. Araghchi também se encontrará com o chanceler de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, que mediará as negociações amanhã, e discursará na Conferência das Nações Unidas sobre Desarmamento.
DÍVIDA
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) é responsável por supervisionar o uso da energia nuclear pelos países. Desde a Guerra dos 12 dias, a agência visa obter acesso aos complexos atingidos pelos bombardeios. Teerã ainda não permitiu a inspeção, argumentando a possibilidade de contaminação radioativa.
Em declaração à agência estatal Irnao porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, reconheceu que o organismo internacional terá papel relevante nas negociações desta terça-feira (17).
Ele, no entanto, voltou a criticar Grossi por não ter condenado os ataques contra as instalações iranianas durante os bombardeios, lembrando que elas estão protegidas pelas salvaguardas do Tratado de Não Proliferação das Nações Unidas.

