Chanceler russo diz que UE pode ‘entrar em colapso’ com possível adesão da Ucrânia ao bloco

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarou nesta terça-feira (16) que a União Europeia poderia “simplesmente entrar em colapso” se a Ucrânia aderir ao bloco. A fala ocorreu durante uma coletiva de imprensa após uma reunião com o chanceler turco, Hakan Fidan.

“Do ponto de vista dos problemas internos da UE, talvez não seja uma má ideia a Ucrânia aderir, mas depois o bloco simplesmente entraria em colapso. Portanto, existem muitas tendências conflitantes”, afirmou.

A fala do ministro russo aconteceu no contexto da aprovação pela UE, na última segunda-feira (15), da abertura do primeiro grupo de negociações de adesão para a Ucrânia e a Moldávia. Denominado “Fundamentos” e considerado um elemento-chave do processo, o grupo discute temas como instituições democráticas e sistema judiciário.

Ao comentar a movimentação, o chanceler russo afirmou que a adesão da Ucrânia geraria problemas para a própria estrutura econômica da União Europeia, pois representaria uma recusa pelo bloco de uma economia multilateral.

De acordo com Serguei Lavrov, o bloco econômico está se esforçando para se tornar um bloco militar independente e “está construindo todas as suas estruturas de segurança contra a Rússia“.

“Se eles quiserem desmantelar sua estrutura econômica multilateral e se tornar um bloco militar, isso é um convite para grandes problemas. Mas, se eles simplesmente quiserem esquecer a economia, então (Volodymyr) Zelensky deveria ser convidado a participar”, destacou o chanceler russo.

“A inclusão da Ucrânia na União Europeia será, sem dúvida, explorada por aqueles que desejam militarizá-la, especialmente porque o próprio Zelensky afirmou repetidamente estar pronto para liderar as forças armadas europeias, e disse algo próximo a isso”, acrescentou Lavrov.

Trump renova interesse na Ucrânia

O presidente dos EUA, Donald Trump, após uma reunião com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, às margens da reunião do G7, lamentou a “grande antipatia” entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia. Ele afirmou que isso dificulta a obtenção de um acordo e prometeu fazer o que estiver ao seu alcance para que avanços sejam alcançados.

Donald Trump ressaltou que Moscou “deveria fazer um acordo” para resolver a guerra, observando que o país “perdeu muitas pessoas, assim como a Ucrânia”.

O presidente Donald Trump, que há muito tempo não aborda a questão da paz na Ucrânia, declarou na cúpula do G7 nesta terça-feira que, depois do Irã, estará pronto para retomar as conversações sobre guerra, que ele acreditava ser a mais fácil de encerrar.

Durante a reunião entre os líderes do G7, que incluiu EUA, Japão, França, Canadá, Reino Unido, Itália e Alemanha, as partes concordaram em intensificar as sanções contra o setor energético russo. Fora o 21º pacote de sanções que a UE vem desenvolvendo contra Moscou, poucos detalhes foram dados sobre medidas concretas para aumentar a pressão sobre a Rússia.

Ao comentar as perspectivas de negociação com a Ucrânia, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, reforçou que “para que um acordo seja sustentável, de longo prazo e confiável, é necessário abordar as causas profundas desta crise”.

Ao mesmo tempo, o chanceler russo aproveitou para criticar a forma com que Volodymyr Zelensky vem se manifestando em relação a Moscou, afirmando que ele está praticando “diplomacia de megafone”. De acordo com Lavrov, o líder ucraniano claramente demonstrou isso com sua recente “mensagem grosseira” ao líder russo Vladimir Putin, “transmitida” por meio de uma publicação na mídia.

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