A China inaugurou a primeira linha de produção de extração de lítio do mundo com capacidade para 20 mil toneladas, localizada na província de Qinghai. Essa instalação utiliza uma tecnologia inovadora e patenteada que resolve dificuldades históricas de exploração eficiente em lagos salgados, as quais eram causadas anteriormente por perdas elevadas durante o processo de evaporação solar tradicional.
Os principais destaques deste avanço tecnológico incluem um aumento drástico na eficiência. A taxa de recuperação de lítio na etapa de extração subiu de uma média inferior a 50% para mais de 78%, enquanto a taxa de recuperação geral de toda a linha saltou de 75,38% para 90,41%.
O novo método reduz significativamente o ciclo médio de produção de carbonato de lítio para bateria e diminui drasticamente a perda do metal em comparação aos métodos tradicionais.
Chamado de “ouro branco”, o lítio é um componente fundamental para baterias de veículos elétricos e sistemas de armazenamento, essa inovação tem o objetivo de tornar a cadeia de suprimentos da China mais autossuficiente e segura.
A técnica promove operações mais sustentáveis e inteligentes, garantindo que a utilização integral de recursos associados, como potássio e boro, permaneça inalterada.
A corrida global pelo lítio se intensificou nos últimos anos com o avanço da transição energética. O metal leve e altamente energético está presente em baterias de celulares, carros elétricos e sistemas de geração renovável, como a solar e a eólica.
No cenário internacional, os principais produtores são Austrália, Chile, China, Zimbábue e Argentina. Mas o Brasil já figura entre os seis maiores, com destaque para o Vale do Jequitinhonha (MG), onde a mineração cresceu rapidamente nos últimos anos.

