O senador Ciro Nogueirapresidente nacional do PP, afirmou nesta segunda-feira (13), em São Paulo, que já foi tomada a decisão sobre o comando da federação União Progressista não estado.
A declaração foi dada após visita ao diretório estadual do Progressistasem meio ao impasse entre PP e União Brasil pela liderança da aliança paulista.
“A decisão já está tomada. No momento correto nós iremos comunicar qual será”, disse. Segundo ele, a definição ficará a cargo da direção nacional, especialmente nos chamados “estados pólos”como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A ida de Ciro à capital paulista ocorre no momento em que a cúpula das siglas tenta destravar o comando da federação no estado, considerado estratégico para as eleições de 2026.
TEM CNNo dirigente estadual do Progressistas em São Paulo, Maurício Neves, afirmou que a decisão caberá à executiva nacional e defendeu a busca por consentimento.
“Quem decide é a executiva nacional. É só aguardar. O PP quer conversa, construção de consenso e diálogo. Não queremos mandar em nada”, afirmou.
“Nossa chapa está extremamente competitiva, queremos performar melhor junto com o União. Nossa ideia é consolidar uma unidade forte, e não discussões.”
Como mostrou a CNNa tendência é que um nome de fora de São Paulo seja escolhido para presidir a federação, como forma de contornar a disputa local. A maior tendência, segundo fontes, é que o próprio Ciro Nogueira lidere o União-PP no estado.
O impasse envolve o deputado federal Maurício Neves (PP) e o ex-vereador Milton Leite (União Brasil)que disputam o comando desde a formação da aliança.
A possibilidade de uma intervenção da direção nacional, no entanto, enfrenta resistência do União Brasil paulista. Em nota divulgada anteriormente, o partido criticou a hipótese de um dirigente sem vínculo com o estado assumir o comando e afirmou que não aceitará “ser governado por procuração”.
A sigla também classificou como “inaceitável” que o destino da federação seja tratado como “moeda de troca em acordos de cúpula” e indicou que pode reagir caso a decisão nacional seja mantida.
A federação entre PP e União Brasil foi homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral e prevê divisão de comando entre os partidos nos estados, com São Paulo incluído entre os casos de direção compartilhada — justamente onde há maior dificuldade de consenso.

