A Coreia do Norte condenou neste sábado (11) os Estados Unidos e seus aliados pelo que chamou de fortalecimento de blocos militares e aceleração da corrida armamentista após a cúpula da Otan realizada nesta semana.
Pyongyang acusou os líderes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de retratarem o exercício de seus direitos soberanos legítimos como uma ameaça, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado divulgado pela agência estatal KCNA.
Segundo o ministério, a aliança demonstrou um compromisso ainda maior com a confrontação entre blocos ao ampliar os gastos militares e aprofundar a cooperação militar com aliados na região da Ásia-Pacífico.
Na cúpula da Otan, realizada na Turquia na terça-feira, autoridades anunciaram mais de US$ 50 bilhões em acordos de compras militares e industriais, enquanto os aliados europeus continuam sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assumir uma parcela maior dos custos de defesa da aliança.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, rival de Pyongyang, afirmou à margem da cúpula que espera ampliar a cooperação de Seul com os aliados da Otan em pesquisa e desenvolvimento, incluindo tecnologias de ponta, e na produção de sistemas de armas.
A Coreia do Norte afirmou que a cúpula demonstrou que a Otan é uma organização voltada para a guerra e o confronto, perseguindo o que Pyongyang classificou como interesses geopolíticos exclusivos em detrimento da paz e da segurança na Europa e na região da Ásia-Pacífico.
Pyongyang, que afirma que a pressão do Ocidente para que abandone suas armas nucleares foi encerrada de forma irreversível, defende, em vez disso, que os esforços de desnuclearização comecem pelas tentativas da Coreia do Sul e do Japão de desenvolverem suas próprias armas nucleares sob a proteção dos Estados Unidos, além das ambições nucleares dos membros da Otan que participam dos acordos de compartilhamento nuclear da aliança, informou o ministério.
O comunicado acrescenta que a Coreia do Norte protegerá sua soberania, seus interesses de segurança e a paz regional por meio do exercício responsável de seus direitos soberanos.
Na sexta-feira, a KCNA informou que a Coreia do Norte decidiu adotar medidas para fortalecer suas forças nucleares “quantitativa e qualitativamente”, enquanto o líder Kim Jong Un defende a modernização das Forças Armadas do país.

