O Governo de Cuba expressou neste domingo (1º) suas condolências à República Islâmica do Irã após a morte de seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, ocorrida no contexto de um ataque conjunto de Israel e Estados Unidos.
Por meio de uma mensagem oficial, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, transmitiu suas condolências ao presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, bem como aos familiares do líder falecido. Em sua declaração, classificou o episódio como um “ato execrável” e afirmou que se trata de “uma violação inescrupulosa de todas as normas do Direito Internacional e da dignidade humana”, condenando diretamente a ação atribuída a Israel e aos Estados Unidos.
Díaz-Canel afirmou que Khamenei será lembrado em Cuba “como um destacado estadista e líder de seu povo” e destacou sua contribuição para o fortalecimento das relações bilaterais. Os comunicados oficiais ressaltaram que Cuba e o Irã mantêm “laços históricos baseados no respeito mútuo e na cooperação em diversas áreas”.
Após a divulgação dos ataques, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba fez um apelo para que cesse “a nova agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã”, com o objetivo de “evitar uma escalada no Oriente Médio”. Cuba foi o único governo da região a responsabilizar diretamente os Estados Unidos e Israel pelo ataque, sem equipará-lo a ações de defesa por parte do Irã.
Além disso, o governo cubano classificou a agressão como “irresponsável e deliberada” e acusou seus autores de tentar “boicotar” os esforços de paz na região, bem como os diálogos que estavam em andamento até aquele momento entre o Irã e os Estados Unidos em torno da questão nuclear.
“Essa agressão irresponsável e deliberada boicota, pela segunda vez, os esforços da diplomacia internacional em relação à questão nuclear, que vinha sendo negociada. Mais uma vez, Estados Unidos e Israel ameaçam e colocam em grave risco a paz, a estabilidade e a segurança regional e internacional, cujos efeitos já são sentidos no Oriente Médio”, afirmou o comunicado.
Por fim, Cuba reiterou seu apelo para que prevaleça “o respeito estrito aos princípios do Direito Internacional e à Carta da ONU”, em defesa “da igualdade soberana dos Estados e da não ingerência em seus assuntos internos”.

