Na noite desta sexta-feira (13), em evento político cultural aberto ao público no Pátio de São Pedro, a deputada estadual Dani Portela (Psol) assina sua ficha de filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), confirmando um movimento iniciado há um ano, quando o coletivo Florescer, liderado ela, anunciou a migração do Psol para o PT, após rusgas internas na antiga casa. O evento desta noite está marcado para as 18 horas e reunirá apresentações musicais e lideranças políticas do campo progressista.
A força de Doralyce, o eletrofunk do Barbarize, o samba de Helena Cristina e da GRES Preto Velho, o afoxé da Omô Nilê Ogunjá e o frevo da orquestra Henrique Dias. Usando o mote “pra estrela brilhar e florescer, Dani agora é PT”, a deputada convoca “a esquerda em peso” para o evento.
A deputada já confirmou os nomes dos senadores Humberto Costa e Teresa Leitão (ambos do PT), a ministra Luciana Santos (PCdoB), os deputados federais Carlos Veras (PT) e Túlio Gadelha (Rede, mas de malas prontas para o PDT), a deputada estadual Rosa Amorim (PT), os prefeitos do Recife e de Serra Talhada, respectivamente João Campos (PSB) e Márcia Conrado (PT); as vereadoras Cida Pedrosa (PCdoB), Kari Santos (PT), Liana Cirne (PT), o ex-vereador olindense Vinicius Castello (PSB) e a ambientalista Alice Gabino, dirigente nacional da Rede Sustentabilidade.
Em fevereiro, durante evento em Salvador (BA), Dani Portela teve sua ficha de filiação ao PT abonada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fundador e principal liderança da história do PT. Ela classificou o momento como “honra” e elogiou Lula: “melhor presidente de toda a história”. “Fui tomada por um sentimento novo. O coração acelerou e bateu mais forte. Na vida a gente precisa fazer escolhas. Algumas dessas escolhas são difíceis, outras são naturais, decorrem da necessidade e da importância de reforçar nosso campo de resistência e de luta”, escreveu à época.
Pouco após as eleições municipais de 2024, quando Portela recebeu 35,1 mil votos (3,8%) e ficou em 3º lugar na disputa pela prefeitura do Recife, militantes ligados à parlamentar divulgaram uma carta anunciando a desfiliação coletiva da sigla. Seu grupo vivia em tensão com a atual presidência estadual da sigla, encabeçada por Samuel Herculano. Ela, no entanto, precisou aguardar quase um ano até o período da janela partidária – de cinco de março a três de abril – quando a troca de partidos é permitida sem o risco de o parlamentar perder o mandato, que pertence ao partido.

