Desfiles na Sapucaí farão homenagens biográficas neste domingo (15)

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As quatro escolas que entram na avenida neste domingo (15) farão enredos inspirados em biografias. As duas primeiras vão homenagear personagens ainda vivos: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o multiartista Ney Matogrosso.

Homenageado pela estreante na elite do carnaval, a Acadêmicos de Niterói, Lula será o primeiro tema a entrar na avenida. O enredo conta sua trajetória de vida e política com o samba “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

Além de falar da trajetório do atual presidente, a escola não deixa de passar por momentos marcantes para a história nacional, como a repressão realizada durante a ditadura militar (1964-1985) e as políticas públicas de combate à fome e de fomento à educação.

Na sequência, a Imperatriz Leopoldinense, escola de Ramos, zona norte da cidade, resume em uma palavra o título do seu samba-enredo, em referência à trajetória de Ney Matogrosso: Camaleônico. “Sem ver pecado ao sul do Equador”, a escola exalta o “viver o presente”, o “cair na folia”, a coragem e a capacidade de se metamorfosear. Matogrosso é retratado como meio homem, meio bicho.

O sangue latino de Ney Matogrosso também é registrado pelo samba da Imperatriz
Leopoldinense / Eduardo Hollanda/RioTur

As duas escolas seguintes são Portela e Mangueira, que juntas acumulam 42 títulos juntas, sendo 22 da Portela. Além de também estarem localizadas na zona norte, elas têm apostas parecidas para 2026: exaltar a história de personagens negros e indígenas brasileiros.

A Portela, terceira a desfilar, foi ao Sul do país para buscar a história de um príncipe negro em Porto Alegre. Custódio Joaquim de Almeida foi um líder africano que se estabeleceu na capital gaúcha e conseguiu respeito da elite local. O Príncipe do Bara viveu até os 104 anos e foi responsável por disseminar as religiões afro pelo sul do Brasil. O nome do samba-enredo é “O Mistério do Príncipe do Bará – a Oração do Negrinho e a Ressurreição de Sua Coroa Sob o Céu Aberto do Rio Grande”.

Portela conta trajetória de um dos percursos das religiões afro-brasileiras no sul do
país / Eduardo Hollanda/RioTur

Já a Mangueira foi para o outro extremo, para o estado do Amapá, buscar outro curandeiro e os saberes ancestrais de mestre Sacaca no enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”.

Raimundo dos Santos Souza foi curandeiro, folião e defensor dos povos da floresta. Na Sapucaí, a verde-e-rosa evoca sua presença como entidade, o Xamã Babalaô. “A magia do meu tambor te encantou no Jequitibá / Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá / Na estação primeira do Amapá”, diz parte do samba-enredo.

Encerrando o desfile, já na madrugada de domingo (15) para segunda-feira (16), a Mangueira leva os saberes
amazônicos para a avenida. Foto: Eduardo Hollanda/RioTur

Serviços

Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro

Local: Sambódromo – Marquês de Sapucaí

Quando: domingo (15 de fevereiro)

  • Acadêmicos de Niterói – 21h45
  • Imperatriz Leopoldinense – entre 23h20 e 23h30
  • Portela – entre 0h55 e 1h15
  • Estação Primeira de Mangueira – entre 2h30 e 3h

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