Soldados de artilharia ucranianos próximos à cidade de Dobropillia afirmam que os drones inimigos agora determinam praticamente todos os seus movimentos na linha de frente.
Na quarta-feira (8), uma equipe da 15ª Brigada Kara-Dag da Guarda Nacional da Ucrânia precisou esconder repetidamente seu obuseiro Msta-B, de fabricação soviética, enquanto drones sobrevoavam a área, o que obrigou os militares a adiar missões de disparo.
A ameaça aérea constante mudou a forma como a artilharia atua, exigindo mais cautela e camuflagem antes de cada tiro, afirmou o comandante do obuseiro, Demian, que utiliza um nome de guerra por motivos de segurança.
Após a cúpula da Otan, realizada em Ancara, na qual o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os soldados na frente de combate no Donbas disseram ter pouca esperança de que a guerra termine em breve.
Demian afirmou que o ritmo das operações deixa pouco tempo para acompanhar os acontecimentos políticos, além de uma ligação ocasional para familiares em Zaporizhzhia.
Trump anunciou que Washington concederá à Ucrânia uma licença para fabricar mísseis interceptadores Patriot, medida recebida com entusiasmo por Kiev em meio à intensificação dos ataques russos com mísseis e drones.
Apesar dos avanços na guerra com drones, Demian afirmou que a artilharia continua desempenhando um papel fundamental no campo de batalha.
Segundo ele, as mudanças nas táticas reduziram a frequência do uso dos canhões, mas ainda há situações em que apenas a artilharia consegue fornecer o poder de fogo necessário.

