A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), lidera a última pesquisa de intenção de votos e vence o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). Lyra aparece com 43% das intenções de voto, um crescimento de 9 pontos ante os 34% de abril. Campos tem 37% das menções, uma queda de cinco pontos comparada à pesquisa de três meses atrás.
Em entrevista ao Conexão BdFsim Rádio Brasil de Fatoa cientista política Priscila Lapa avalia que a alteração de cenário vem mostrar que a agenda ideológica tem um limite e que o eleitor, de forma geral, que mensurar entregas. “De fato, a governadora fez uma recuperação da sua popularidade, da avaliação do seu governo. Raquel não teve uma avaliação negativa, mas ficou estagnada durante quase dois anos. A virada acontece quando ela começa a fazer um movimento de ampliação de suas bases nos municípios”, afirma.
O presidente Lula está, de certa forma, em uma saia justa, já que poderá fazer palanque tanto para Campos quanto para Lyra e está sendo cobrado por isso. Lapa observa que não é a primeira vez que Lula vivencia tal situação em Pernambuco. Na eleição de 2022, Lula esteve em situação parecida com Marília Arraes, hoje pré-candidata ao Senado na chapa de João Campos.
“Marília Arraes sempre se manteve como uma aliada de primeira hora do presidente Lula, mesmo nos momentos de impopularidade dele. Ela estava ao lado dele, empunhando a bandeira, chegou a ser candidata pelo PT à Prefeitura do Recife, enfrentando João Campos naquele épico duelo familiar que aconteceu em Pernambuco em 2020. Em 2022, ela pleiteou esse apoio incondicional, mas havia um acordo local entre PT e PSB para uma composição. O PT indicou a atual senadora Teresa Leitão para compor a chapa, e ela recebeu o apoio do PSB. O candidato do PSB ao governo era Danilo Cabral, então deputado federal e também um grande aliado do presidente Lula”, lembra.
Na ocasião, Lula evitou ir a Pernambuco e fez um movimento de neutralidade, como destaca Priscila Lapa, porque não queria desperdiçar os votos daqueles que escolheram Marília Arraes como candidata ao governo. “Ao mesmo tempo, tinha um compromisso partidário de afirmar que seu candidato era Danilo Cabral”, ressalta.
Em Minas Gerais, a liderança da disputa pelo governo do estado é de Cleitinho (Republicanos) com 35% das intenções de votos, superando Alexandre Kalil, que está em segundo lugar , seguido por Patrus Ananias (PT). “É um estado que tem muita questão em aberto e que vai ser muito interessante também de acompanhar, justamente por essa diversidade. Segue uma tendência nacional de ser um estado hoje com a maior parte do eleitorado à direita, mas que ainda precisa de muita água para rolar, para fortalecer tanto o palanque governista quanto o palanque de oposição”, avalia.
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