Em BH, movimentos populares voltam às ruas em defesa da Venezuela nesta quarta (28)

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Movimentos populares voltam às ruas, nesta quarta-feira (28), mobilizando a população em defesa da soberania e da paz na América Latina. As ações acontecem em resposta aos ataques dos Estados Unidos à Venezuela e às demais nações da região. Em Belo Horizonte, a concentração do protesto será às 17h, na Praça Sete, no centro da capital.

O ato acontece em toda a América Latina e Caribe e a data foi escolhida por demarcar os 12 anos da proclamação da região como Zona de Paz, pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). A manifestação global reforça a demanda pela liberdade imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores. Ambos foram sequestrados pelos Estados Unidos no dia 3 de janeiro.

Os movimentos ressaltam o caráter colonialista e imperialista dos interesses dos EUA na Venezuela e nos demais países do hemisfério. No Brasil, as ações destacam ainda o risco que podemos enfrentar no próximo período, devido ao entendimento que o país é um alvo prioritário da política externa estadunidense, o que poderia gerar, inclusive, interferências no processo eleitoral deste ano.

Foram confirmados atos também em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal, Pará, Amazonas, Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia e Santa Catarina. A mobilização reúne organizações progressistas e de esquerda de todo o mundo.

Relembre o caso

No início de janeiro de 2026, em um ataque coordenado ao território venezuelano, os EUA sequestraram o presidente e a primeira-dama do país. Durante a agressão, houveram bombardeios a Caracas e foram mortos cerca de 100 venezuelanos. Maduro e Flores foram levados ao Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn.

A Venezuela detém a maior reserva conhecida de petróleo no mundo, superando a Arábia Saudita e o Irã, com cerca de 303 bilhões de barris. Logo após o ataque e desde então, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump vem deixando claro seu interesse por controlar o recurso estratégico. A invasão foi amplamente considerada por especialistas como uma grave violação ao direito internacional e à soberania e autodeterminação do país vizinho.

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