Após promover ataques no Líbano no sábado (2), Israel voltou a fazer alertas de evacuação em 12 vilas e aldeias do sul do país a uma distância de pelo menos um quilômetro. O aviso foi publicado no X pelo porta-voz do exército israelense para a língua árabe, Avichay Adraee.
Este é o segundo anúncio em dois dias, em meio ao cessar-fogo acordado por Estados Unidos e Irã em 17 de abril. De acordo com a emissora Al Jazeeraos ataques mataram 41 pessoas em um período de 24h. Em outra postagem realizada no sábado, Adraee comunica que 70 edifícios foram bombardeados sob o argumento de integrarem estruturas militares do grupo armado Hezbollah, grupo pró-Irã.
De acordo com informações da agência de notícias AFPas Forças de Defesa de Israel (IDF) atuam contra as ações do Hezbollah. Desde que a guerra declarada entre Israel, Estados Unidos e Irã iniciou em 28 de fevereiro, mais de duas mil pessoas no Líbano foram mortas.
Seguimento das negociações
Neste domingo (3), o porta-voz do governo iraniano Esmaeli Baghaei confirmou ter recebido a contraproposta do presidente Estados Unidos, Donald Trump, mas não deu detalhes sobre o documento. Em pronunciamento na TV estatal, ele afirmou que não discutirá programa nuclear nesta etapa, apenas com o fim da guerra. As informações são do canal Al Jazeera.
Mais cedo, a Guarda Revolucionária iraniana disse que será preciso escolher entre “um mal acordo” e uma “operação militar impossível”. A declaração foi uma resposta à declaração de Donald Trump, que disse que o “Irã ainda não pagou um preço suficientemente alto”, após receber a proposta de negociações do país persa.
No entanto, a opinião pública estadunidense também pesa contra Trump. Uma pesquisa divulgada neste domingo pelo Washington PostInstituto Ipsos e ABC Notícias aponta que o índice de desaprovação do presidente alcança 62%.
Segundo as agências de notícias iranianas, Teerã transmitiu a Washington, por meio do Paquistão, um plano com 14 pontos para pôr fim ao conflito bélico no prazo de 30 dias. Entre os pontos estão a suspensão do bloqueio dos portos e do congelamento de ativos iranianos, o pagamento de indenizações, a suspensão das sanções e “o fim da guerra em todas as frentes, incluído o Líbano”.
Em mais uma movimentação para negociar acordos, neste domingo, o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araghchi, conversou com seu equivalente alemão, Johann Wadephul, para buscar uma saída para a guerra e o bloqueio de portos realizado pelos Estados Unidos. Conforme noticiou a agência estatal iraniana Irnao Irã falou de seus esforços para encerrar a guerra.
Em postagem no X, Wadephul declarou que apoia uma solução negociada entre EUA e Irã, mas defendeu que, para isso, o país persa renuncie às armas nucleares e desbloqueie o estreito de Ormuz. Enquanto a solução não chega, o Irã tem usado os portos de vizinhos aliados, como o Paquistão.

