Estigma de Dercy Gonçalves como debochada ofuscou genialidade dela no teatro, diz biógrafa

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Dercy Gonçalves trabalhou até a véspera de morrer e se firmou como uma das grandes divas do teatro marginal brasileiro, mas o estigma de artista pornográfica e debochada ofuscou, por décadas, o reconhecimento de sua genialidade nos palcos. É o que avalia a jornalista Adriana Negreiros, autora da biografia “Dercy: A diva debochada” (Objetiva, 2026), lançada nesta semana.

Negreiros também é autora de “Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço” (Objetiva, 2018) e de “A vida nunca mais será a mesma: Cultura da violência e estupro no Brasil” (Objetiva, 2021), vencedor do prêmio APCA de melhor ensaio em 2021. Em entrevista ao programa Conversa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, ela conta que a motivação foi narrar a história das mulheres no Brasil do século 20 — e que Dercy foi a personagem ideal para isso. Nascida em 1907 e morta em 9 de julho de 2008, aos 101 anos, a atriz viveu como uma espécie de anfitriã daquele período, testemunhando de perto as transformações na vida das mulheres ao longo de todo o século.

Para as gerações mais recentes, Dercy ficou conhecida como a idosa desbocada das tardes de domingo em programas de TV. Mas a biógrafa ressalta que essa imagem caricata apagou o que ela representou para o teatro brasileiro. Críticos como Sábato Magaldi reconheciam nela o talento de um gênio, ainda que a imprensa cotidiana desestimulasse famílias a assistir aos seus espetáculos, tidos como imorais e contrários aos bons costumes.

Entre as experiências que fazem de Dercy um retrato das mulheres do século 20, estão as violências que sofreu. A biógrafa relata que a atriz foi vítima de violência sexual em diversas ocasiões, e que um dos episódios mais dramáticos ocorreu quando ela já era idosa. “Ela foi estuprada com mais de 70 anos por um empresário de Londrina, João Milanez, que era dono da Folha de Londrina. Ela contava isso sem constrangimentos, mas essa era uma discussão ainda muito incipiente na sociedade brasileira”, conta.

Leia a entrevista completa 

Brasil de Fato: Adriana, o que te motivou a fazer a biografia dessa artista que faleceu com 101 anos de história e fazendo história até os seus últimos momentos, e que estreou com poucos anos de idade no teatro? Podemos dizer que pouquíssimas pessoas no Brasil não a viram atuar, mas me parece que a sua tomada de decisão de fazer a biografia foi mais do que faro jornalístico, mais do que uma vontade de apuração aprofundada.

Adriana: É uma mistura de todas essas coisas que você mencionou. Eu queria muito contar a história das mulheres no Brasil no século 20. Esse foi o meu desejo primordial. Mas obviamente que contar a história das mulheres tendo alguém me puxando pela mão, alguém me apresentando o século como uma espécie de anfitriã daquele momento histórico, é muito melhor. Mais ou menos como quando você vai conhecer uma cidade e tem um amigo que mora lá há muito tempo e te apresenta melhor aquela cidade.

O que me levou a decidir foi esse desejo original de contar a história das mulheres do Brasil no século 20 por meio de alguma personagem que tivesse vivido todo esse período. Ela nasceu em 1907, morreu em 2008 e, portanto, é testemunha das transformações da vida das mulheres ao longo do século. E mais do que isso. Obviamente não seria só esse detalhe, porque eu poderia ter escolhido outra pessoa, mas a Dercy é uma personagem que mora no nosso imaginário.

A minha geração não viu a Dercy no teatro, mas tem dela a imagem de uma figura muito presente na televisão. Eu acho que todo mundo deve ter uma lembrança da Dercy no Domingão do Faustão, nas tardes de domingo, dizendo impropérios. Ela era conhecida como aquela idosa desbocada que dizia o que vinha à cabeça, que falava palavrões no horário nobre.

Eu tinha uma imagem, que reconheço um pouco caricata, antes de começar a fazer a pesquisa, de uma mulher muito livre, e isso sempre me atraiu muito na Dercy. E algo que nós jornalistas costumamos fazer é pensar o que há por trás daquela imagem pública, daquele personagem. Obviamente, na sua intimidade, ela não era aquele personagem caricato que apareceu na televisão, e eu tinha muita curiosidade em conhecer a mulher por trás daquela caricatura. Foi tudo isso que me levou a escolher Dercy como personagem da minha segunda biografia, uma escolha que pessoalmente me fez muito bem, me deixou muito feliz, porque eu fiquei completamente apaixonada pela Dercy Gonçalves.

Eu até comento isso no final do livro: fiquei tão envolvida com a personagem que a trato por Dercyzinha hoje, de tanto carinho que passei a ter por ela.

Brasil de Fato: Ela morreu em 2008, quando você já estava atuando como jornalista. Você chegou a entrevistá-la e conhecê-la pessoalmente antes?

Adriana: Infelizmente, não conheci a Dercy e não tive a oportunidade de entrevistá-la. Eu trabalhei muito tempo na Playboy e fazia aquelas entrevistas longas. Tentei até na época entrevistar a Dercy, mas não deu certo, e lamento muito hoje que não tenha dado certo, porque teria sido maravilhoso, eu tenho certeza disso. Mas eu não tive essa oportunidade.

Brasil de Fato: O início do livro é bem detalhista, dando um panorama quase ano a ano da vida da Dercy. Ela rompe com o ciclo de violência por conta do pai. Ela é criada só pelo pai porque a mãe foge, e ela repete esses passos, também foge, porque o pai a agredia e falava coisas horríveis. Te parece que a Dercy acaba sendo uma síntese, um retrato de muitas mulheres que tomam uma decisão forte de romper com o ciclo de violência?

Adriana: Sim, exatamente. O que me fez me debruçar tanto sobre o começo da trajetória da Dercy? Há uma lembrança muito forte dela como esse personagem caricato do final da vida, como essa velha desbocada, mas sobretudo as gerações mais recentes não têm ideia do que a Dercy representou para o teatro brasileiro. E de que maneira ela construiu sua trajetória de uma forma impressionante, porque ela tinha tudo para dar muito errado.

Ela nasceu em Santa Maria Madalena, uma pequena cidade do interior da Serra Fluminense, e tinha que lidar com uma série de dificuldades na vida. Muito cedo ficou órfã de mãe, passou a ser criada por um pai que era muito violento, que batia nos filhos, que batia na Dercy, e que logo começou um relacionamento com outra mulher. Acabou sendo uma família muito desestruturada. E ela tinha muita vontade de romper esse ciclo de violência do pai, saindo de casa.

O mais comum era que as mulheres saíssem de casa a partir de um casamento, mas ela resolveu sair de casa para ser artista. Ela teve um começo muito difícil, porque era uma artista mambembe, que se apresentava em pequenos circos do interior do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, numa época em que uma mulher que resolvesse ser artista naturalmente atraía para si a pecha de puta. Passou a ser uma mulher tida como desqualificada, de vida degradada, não era considerada uma mulher correta.

Dercy teve que enfrentar todos esses percalços até conseguir se firmar como artista. E há ainda um percalço maior que devo mencionar: o fato de que o sonho dela era ser cantora.

Ela saiu de Santa Maria Madalena com esse sonho de ser uma grande diva dos palcos, uma cantora, mas enfrentou uma tuberculose logo no início da carreira, que afetou as cordas vocais, e acabou que a comédia passou a ser o espaço que lhe permitiu florescer e prosperar na carreira, a despeito de não ter sido essa originalmente a vontade da Dercy. Então foi realmente um começo muito tumultuado, e ela contrariou todas as expectativas depositadas nela.

Dercy era uma mulher considerada feia, que muito cedo passou a ser considerada velha. Desde os 30 anos, mais ou menos, já era considerada uma mulher passada da idade, com anos a mais do que deveria ter para aquilo com que ela trabalhava. Tida, desde muito cedo também, como uma mulher pornográfica, como uma artista imoral, uma artista que atentava contra os bons costumes.

A crítica e a imprensa eram muito rigorosas e duras no sentido de recomendar às famílias que não fossem aos espetáculos, porque os espetáculos da Dercy não eram considerados adequados para a família brasileira.

Foi uma mulher que trabalhou até a véspera de morrer e acabou por se firmar como essa grande diva do teatro marginal brasileiro — nas palavras do crítico de teatro Sábato Magaldi, que era um grande admirador da Dercy, embora a crítica teatral do dia a dia, mais cotidiana, fosse muito dura com ela e visse nela uma artista degenerada, uma artista pornográfica.

Os grandes críticos teatrais reconheciam na Dercy o caráter de um gênio. E ela de fato conseguiu se firmar dessa maneira, apesar de todas as dificuldades que enfrentou ao longo da vida.

Brasil de Fato: Com o golpe militar de 64, a ditadura veio com um ímpeto censor terrível, uma iniciativa de censura que não afetou só a Dercy, mas que naquele momento quase encerrou a carreira dela. Dá para dizer que, se ela não fosse persistente, poderia ter encerrado a carreira como artista no início da ditadura?

Adriana: Dercy foi uma mulher perseguida pela ditadura, em certa medida, porque era uma artista que estava contra esses chamados bons costumes. Então, na televisão, Dercy era muito visada pelo governo militar por uma série de questões que vão além do fato de que ela era tida como pornográfica: ela tinha um programa na TV Globo que era muito assistencialista e, por ser assistencialista, muitas vezes apresentava quais eram as falhas daquele governo em atender algumas necessidades básicas da população. Pessoas que precisavam ter suas necessidades atendidas pelo Estado e não conseguiam recorriam ao programa dela.

Ela era muito sem filtro, então falava mal, eventualmente, do governo no programa. Não porque fosse uma mulher politizada, mas porque era uma mulher de fato muito sem filtro em relação a essas questões.

Ela foi também alvo de muita censura no teatro — houve peças dela que foram censuradas —, mas a Dercy não era uma artista que tivesse uma posição política muito rigorosa contra a ditadura. Inclusive, ela tinha até boas relações com os militares.

Eu não diria que ela correu risco de ter sua carreira encerrada, porque era um fenômeno de audiência, uma artista muito popular que, eventualmente, era, inclusive, utilizada por políticos muito conservadores como um instrumento de persuasão e de influência junto ao público. Ela apoiou muitos políticos conservadores, inclusive na época do governo militar, e ajudou a eleger deputados conservadores.

Ela foi admiradora do Paulo Maluf, que também é um político bastante conservador e de direita. Então eu não enxergo que ela correu esse risco, mas ela esteve sim na mira do governo, e muito porque era uma pessoa que dizia claramente ser muito desligada da política.

Muitas vezes cometeu atos que eram considerados até subversivos, mas eu diria que foram cometidos mais por uma certa distração da Dercy em relação a esse ambiente. Ela era uma mulher que não tinha essa compreensão ou esse interesse pela política de uma forma mais aprofundada e navegava ali como podia, como a sobrevivente que sempre foi.

Ela sofreu de fato censura, inclusive quando foi demitida da Rede Globo. A desculpa utilizada para a demissão dela, embora ela fosse uma líder de audiência na emissora, foi a de que o governo militar estava muito insatisfeito com a participação da Dercy, porque ela fazia piadas e às vezes fazia caretas quando comentava alguma ação do governo. E quando o programa era ao vivo, ela era incontrolável, dizia o que vinha à cabeça, fazia afirmações que eram muito desconfortáveis para o governo.

E ela dizia, na verdade, que a demissão não foi porque o governo fizesse questão de que ela saísse do ar, “mas porque eu já era uma mulher velha, eles não queriam mais artistas velhos. Eles se livraram da velha”. E ela guardou uma mágoa profunda até o final da vida da Globo em decorrência desse episódio.

Ela sempre dizia, quando alguém a chamava de velha: “Eu vou enterrar todos vocês.” E de fato foi uma frase premonitória, porque ela enterrou muita gente que a chamou de velha, inclusive o marido Danilo Bastos, que foi com quem ela passou muito tempo casada, era bem mais jovem do que ela, e que, sempre que queria ofendê-la, a chamava de velha.

Sobre improviso, é interessante porque muita gente, quando queria atribuir alguma nobreza ao trabalho da Dercy, dizia que ela descendia da commedia dell’arte italiana, que é uma forma de teatro popular do século 16 muito baseada no improviso. E ela não dava a menor bola para esse tipo de classificação, dizia: “Imagina, eu sou uma artista brasileira, eu sou o Brasil.”

E ela menosprezava completamente quem quer que quisesse atribuir-lhe alguma nobreza vinculando-a a uma arte europeia, quando ela era uma artista 100% brasileira e tinha muito orgulho disso. Tanto é que eu escolhi como epígrafe do livro “Eu Sou o Brasil”, porque acho que ela é exatamente isso: esse Brasil autêntico.

Brasil de Fato: A Dercy denunciou todas as tentativas e práticas de violência sexual que sofreu — ela, sem dúvida alguma, é uma referência na luta pela garantia dos direitos das mulheres, da equidade de gênero. Mas quando a gente vê a entrevista do Roda Viva que ela deu já no final dos anos 90, ela critica o feminismo. Faz sentido dizer que há uma incoerência nessa opinião? Como você lidou com toda essa questão?

Adriana: Graças a Deus, a Dercy é uma mulher incoerente e contraditória, porque se ela não fosse, não seria um bom personagem para uma biografia. Os seres humanos são assim, são contraditórios. Ela tinha uma posição em relação ao feminismo que era muito conservadora e reacionária. Falava que o feminismo era falta do que fazer. Era muito agressiva com as feministas, dizia que as feministas eram umas babacas.

Inclusive, ela fez questão de que a filha se casasse virgem e, ao que consta, a filha cumpriu o que a mãe pediu. E, ao mesmo tempo, tinha uma prática que contrariava completamente esse discurso: a Dercy fez oito abortos. Ela dizia uma frase que poderia ser apropriada pelo feminismo contemporâneo, que era “cada um manda na sua xereca” — a despeito de apregoar que as mulheres se casassem virgens e que não tomassem iniciativa no sexo.

Ela foi uma mulher que construiu a sua própria carreira a partir dos seus próprios esforços e sempre fez questão de ter o seu próprio dinheiro. Sempre fez questão de não depender financeiramente dos homens, eles é que dependiam financeiramente dela, de modo que ela foi, inclusive, vítima de muita violência patrimonial por parte desses homens que se aproveitaram dos seus recursos financeiros.

Foi uma mulher que enfrentou muitas violências sexuais ao longo da vida, como é muito comum entre as mulheres, especialmente no século 20. Quando essas questões não estavam em pauta, a Dercy teve uma primeira experiência sexual que foi um estupro. Depois ela precisou recorrer ao sexo como meio de vida, quando tinha muitas dificuldades para garantir seu próprio sustento, precisou recorrer à prostituição.

No final da vida, naquele que eu acho que é o episódio mais dramático envolvendo Dercy e o sexo, ela foi estuprada com mais de 70 anos por um empresário de Londrina, João Milanez, que era dono da Folha de Londrina. Ela contava isso sem constrangimentos, mas o que acontecia à época é que essa era uma discussão ainda muito incipiente na sociedade brasileira, e a gente não tinha avançado tanto em relação a como tratar dessas questões.

E esse episódio do Roda Viva é muito sintomático, muito significativo disso, porque quando ela menciona que foi ao motel à força, que saiu ensanguentada, que terminou aquela relação, aquela violência em petição de miséria, a reação que ela provoca nos entrevistadores é de riso: as pessoas gargalham diante desse comentário trágico que ela faz sobre a sua própria vida.

Mas a Dercy sempre tratou disso muito às claras. E ela dizia, inclusive, quando alguém perguntava “Por que você não denunciou na época do estupro?”: “Ninguém vai acreditar em mim. Eu sou uma artista tida como pornográfica, ele é um homem empresário poderoso.”

Conversa Bem Viver

Em diferentes horários, de segunda a sexta-feira, o programa é transmitido na Rádio Super de Sorocaba (SP); Rádio Palermo (SP); Rádio Cantareira (SP); Rádio Interativa, de Senador Alexandre Costa (MA); Rádio Comunitária Malhada do Jatobá, de São João do Piauí (PI); Rádio Terra Livre (MST), de Abelardo Luz (SC); Rádio Timbira, de São Luís (MA); Rádio Terra Livre de Hulha Negra (RN), Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), Rádio Onda FM, de Novo Cruzeiro (MG), Rádio Pife, de Brasília (DF), Rádio Cidade, de João Pessoa (PB), Rádio Palermo (SP), Rádio Torres Cidade (RS); Rádio Cantareira (SP); Rádio Keraz; Web Rádio Studio F; Rádio Seguros MA; Rádio Iguaçu FM; Rádio Unidade Digital ; Rádio Cidade Classic HIts; Playlisten; Rádio Cidade; Web Rádio Apocalipse; Rádio; Alternativa Sul FM; Alberto dos Anjos; Rádio Voz da Cidade; Rádio Nativa FM; Rádio News 77; Web Rádio Líder Baixio; Rádio Super Nova; Rádio Ribeirinha Libertadora; Uruguaiana FM; Serra Azul FM; Folha 390; Rádio Chapada FM; Rbn; Web Rádio Mombassom; Fogão 24 Horas; Web Rádio Brisa; Rádio Palermo; Rádio Web Estação Mirim; Rádio Líder; Nova Geração; Ana Terra FM; Rádio Metropolitana de Piracicaba; Rádio Alternativa FM; Rádio Web Torres Cidade; Objetiva Cast; DMnews Web Rádio; Criativa Web Rádio; Rádio Notícias; Topmix Digital MS; Rádio Oriental Sul; Mogiana Web; Rádio Atalaia FM Rio; Rádio Vila Mix; Web Rádio Palmeira; Web Rádio Travessia; Rádio Millennium; Rádio EsportesNet; Rádio Altura FM; Web Rádio Cidade; Rádio Viva a Vida; Rádio Regional Vale FM; Rádio Gerasom; Coruja Web; Vale do Tempo; Servo do Rei; Rádio Best Sound; Rádio Lagoa Azul; Rádio Show Livre; Web Rádio Sintonizando os Corações; Rádio Campos Belos; Rádio Mundial; Clic Rádio Porto Alegre; Web Rádio Rosana; Rádio Cidade Light; União FM; Rádio Araras FM; Rádios Educadora e Transamérica; Rádio Jerônimo; Web Rádio Imaculado Coração; Rede Líder Web; Rádio Club; Rede dos Trabalhadores; Angelu’Song; Web Rádio Nacional; Rádio SINTSEPANSA; Luz News; Montanha Rádio; Rede Vida Brasil; Rádio Broto FM; Rádio Campestre; Rádio Profética Gospel; Chip i7 FM; Rádio Breganejo; Rádio Web Live; Ldnews; Rádio Clube Campos Novos; Rádio Terra Viva; Rádio interativa; Cristofm.net; Rádio Master Net; Rádio Barreto Web; Radio RockChat; Rádio Happiness; Mex FM; Voadeira Rádio Web; Lully FM; Web Rádionin; Rádio Interação; Web Rádio Engeforest; Web Rádio Pentecoste; Web Rádio Liverock; Web Rádio Fatos; Rádio Augusto Barbosa Online; Super FM; Rádio Interação Arcoverde; Rádio; Independência Recife; Rádio Cidadania FM; Web Rádio 102; Web Rádio Fonte da Vida; Rádio Web Studio P; São José Web Rádio – Prados (MG); Webrádio Cultura de Santa Maria; Web Rádio Universo Livre; Rádio Villa; Rádio Farol FM; Viva FM; Rádio Interativa de Jequitinhonha; Estilo – WebRádio; Rede Nova Sat FM; Rádio Comunitária Impacto 87,9FM; Web Rádio DNA Brasil; Nova onda FM; Cabn; Leal FM; Rádio Itapetininga; Rádio Vidas; Primeflashits; Rádio Deus Vivo; Rádio Cuieiras FM; Rádio Comunitária Tupancy; Sete News; Moreno Rádio Web; Rádio Web Esperança; Vila Boa FM; Novataweb; Rural FM Web; Bela Vista Web; Rádio Senzala; Rádio Pagu; Rádio Santidade; M’ysa; Criativa FM de Capitólio; Rádio Nordeste da Bahia; Rádio Central; Rádio VHV; Cultura1 Web Rádio; Rádio da Rua; Web Music; Piedade FM; Rádio 94 FM Itararé; Rádio Luna Rio; Mar Azul FM; Rádio Web Piauí; Savic; Web Rádio Link; EG Link; Web Rádio Brasil Sertaneja; Web Rádio Sindviarios/CUT.

O programa de rádio Conversa Bem Viver vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 8h, na Rádio Brasil de Fato. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo. A versão em vídeo é semanal e vai ao ar aos sábados a partir das 13h30 no YouTube do Brasil de Fato e TVs retransmissoras.

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