Estrutura política do Irã permanece sólida, afirma chanceler; Israel diz ter matado chefe da Inteligência iraniana

Publicada em

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quarta-feira (18) que “a República Islâmica do Irã possui uma estrutura política forte, com instituições políticas, econômicas e sociais consolidadas”. A declaração foi feita em entrevista à Al Jazeera após a confirmação da morte do secretário do Conselho Supremo Ali Larijani. Também nesta quarta, o governo israelense afirmou ter matado o ministro da Inteligência do Irã, Esmaeil Khatib.

Segundo a imprensa israelense, Khatib foi morto em seu esconderijo na capital, Teerã. O Irã, porém, ainda não confirmou a morte, que seria o terceiro assassinato de lideranças iranianas por Israel em dois dias.

Em entrevista, o ministro iraniano também reforçou, usando a si mesmo como exemplo, que “se o ministro das Relações Exteriores viesse a ser martirizado, haveria inevitavelmente outra pessoa para assumir o cargo”. Ele acrescentou: “É claro que os indivíduos são influentes, e cada pessoa desempenha seu papel – alguns melhor, alguns pior, alguns menos – mas o que importa é que o sistema político no Irã é uma estrutura muito sólida”.

Araghchi também falou sobre a morte do líder supremo Ali Khamenei. “Não tivemos ninguém mais importante do que o próprio líder, e mesmo quando o líder foi martirizado, o sistema continuou a funcionar e providenciou imediatamente um substituto. Se mais alguém for martirizado, será a mesma coisa”, reiterou.

Apesar das retaliações, o ministro voltou a destacar que a guerra não foi provocada pelo Irã. “Nós não começamos isso. Os Estados Unidos começaram e são responsáveis por todas as consequências desta guerra – humanas e financeiras – seja para o Irã, para a região ou para o mundo inteiro. Os Estados Unidos devem ser responsabilizados”.

Bombas em Tel Aviv

Em resposta ao assassinato de Ali Larijani, o Irã lançou ataques contra a capital israelense, Tel Aviv, nesta terça-feira (17). Explosões foram registradas em diferentes áreas da cidade, e sistemas de defesa aérea foram acionados. Autoridades israelenses informaram que foram utilizados “bombas de fragmentação” no ataque, projetadas para abrir no ar e lançar diferentes explosões no territórios. Embora exista uma convenção de 2008 que proíbe o uso desse tipo de munição, nem Irã nem Israel são signatários do documento.

Também há registros, nesta quarta-feira, de ataques israelenses no Líbano, de acordo com Agência Nacional de Notícias do país. O ataque integrou uma onda de bombardeios em diferentes regiões do Líbano que deixou mais de 20 mortos e dezenas de feridos, segundo o ministério libanês da Saúde Pública.

Source link