Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) ocuparam a reitoria na tarde desta quinta-feira (7) para exigir a abertura de uma mesa de negociação com o reitor, Aluísio Augusto Cotrim Segurado. A mobilização é parte do movimento de greve que já dura três semanas e cobra, entre outras pautas, a melhoria do bandejão, aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para um salário mínimo paulista e a ampliação dos programas de permanência estudantil.
“Como forma de exigir a abertura de uma mesa de negociação, nós ocupamos a reitoria! Não dá mais para o reitor continuar se escondendo e fugindo das mesas! Não vamos mais aceitar que nossos bandejões sigam com larvas e muito menos as migalhas que a reitoria oferece como o aumento de R$27,00 do PAPFE!”, escreveu o Diretório Central dos Estudantes (DCE) em publicação no Instagram.
Em nota publicada no Instagram, a USP disse “lamentar profundamente a escalada de violência que levou, na tarde de hoje, à invasão do prédio principal da Reitoria por manifestantes, com danos ao patrimônio público”. Informou que, “respaldada juridicamente”, acionou as forças de segurança pública para evitar a ocupação de outros espaços e prevenir danos patrimoniais. Também afirmou que as unidades de ensino e pesquisa, os institutos, os museus e os órgãos administrativos manterão suas atividades.
Em outra publicação, o DCE afirmou que a ocupação se deu “de forma pacífica e sem depradação”. “Rechaçamos qualquer tentativa de criminalização do movimento. O que é um ato de violência não é lutar por nossos direitos, mas ter que conviver com bolsas insuficientes, larvas na comida e moradia precária”, diz o texto.
As tratativas haviam sido encerradas no início da semana, após três reuniões. A direção da instituição afirma que foram obtidos avanços, segundo informações do UOL Os estudantes grevistas discordam da decisão.
Oficialmente, a paralisação incluía estudantes e servidores da universidade e começou no dia 15 de abril. Com o decorrer da mobilização, a reitoria entrou em acordo com os funcionários, mas, segundo os estudantes, tem se negado a ouvir a demanda dos universitários.

