EUA concluem nova onda de ataques no Irã, atingindo “dezenas” de alvos

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Os Estados Unidos concluíram sua mais recente onda de ataques contra o Irã, “atingindo dezenas de alvos em vários locais com munições de precisão”, disse o CENTCOM (Comando Central dos EUA) na noite de domingo (12). De acordo com as forças americanas, o objetivo da ofensiva foi reduzir a capacidade do Irã de continuar atacando a navegação internacional que passa pelo Estreito de Ormuz.

Segundo o comunicado, as forças do CENTCOM atacaram, pela primeira vez, sistemas de defesa aérea iranianos, radares costeiros, capacidades de mísseis e drones, além de pequenas embarcações, utilizando aviões de caça, navios de guerra, drones aéreos de ataque unidirecional e drones marítimos de ataque unidirecional dos EUA.

“O Estreito de Ormuz é uma rota marítima vital para o comércio global. O Irã não controla essa passagem”, declarou o CENTCOM no comunicado.

A mídia estatal iraniana noticiou ataques em diversas províncias do centro e do sul do país, que resultaram em pelo menos uma morte e vários feridos.

Um guarda de segurança foi morto e outros quatro ficaram feridos após um projétil atingir uma estação de bombeamento de água no condado de Mahshahr, no Khuzistão, sudoeste do Irã, disse Valiollah Hayati, vice-governador do Khuzistão, segundo a agência de notícias estatal IRNA.

Também foram ouvidas explosões nas cidades de Khorramshahr e Hoveyzeh, ambas na província de Khuzistão, informou a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã).

O anúncio do CENTCOM ocorre um dia depois de os EUA terem afirmado ter atacado cerca de 140 instalações militares iranianas em um ataque aéreo noturno.

Em aparente retaliação, a IRGC afirmou ter lançado uma série de ataques contra bases americanas.

Segundo a agência Fars, a IRGC afirmou que, em resposta aos ataques dos EUA, sua Força Aérea atingiu instalações de manutenção e reparo de helicópteros, um hangar que abrigava uma aeronave P-8 Poseidon e o centro de comando e controle de drones das Forças Armadas na Base Aérea dos EUA em Sheikh Isa, no Bahrein.

“As operações de retaliação continuarão”, afirmou a IRGC.

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