Ó presidente do Banco Central, Gabriel Galípoloafirmou nesta quinta-feira (26) que a condução mais restritiva da política monetária nos últimos anos colocou a autoridade monetária em uma posição mais confortável para analisar os efeitos da guerra no Oriente Médio na inflação.
“O ponto é que a gente entende que o conservadorismo que a gente teve na condução da política monetária permite que a gente consiga ganhar esse tempo para entender esses desdobramentos.”, apontou Galípolo.
O chefe do BC reforçou ainda que o cenário de confiança das projeções se alargou, e agora análises qualitativas da natureza do que está produzindo esse efeito na inflação ganham mais relevância.
As incertezas quanto aos desdobramentos afetam todos os Bancos Centrais, segundo o presidente. Ele afirma que os bancos centrais indicam que não têm visibilidade clara dos efeitos, e que podem ir além do impacto imediato e mais esperado é que aumento da inflação e redução do crescimento econômico.
Galípolo apontou ainda que apesar do controle da inflação, um efeito imediato do conflito, e mais sentido pelo consumidor, é o nível de preço. Ele afirma que esse é mais um choque de oferta que eleva o nível de preços, além de outros três que passaram em um curto período: a pandemia da Covid-19, guerra na Ucrânia e a guerra tarifaria.

