Greve de professores e técnicos da Uerj por recomposição salarial completa um mês

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A greve dos professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) completou um mês. Entre outras pautas, os servidores reivindicam o pagamento de duas parcelas da recomposição salarial. A paralisação dos docentes foi iniciada em 25 de março e, em 9 de abril, teve a adesão dos técnicos-administrativos.

Representantes da Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj), do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais (Sintuperj), dos estudantes e da reitoria se reuniram com o governador interino, Ricardo Couto, para discutir a recomposição das perdas e demais pontos da pauta.

Segundo a instituição, Couto se mostrou aberto à busca de soluções para as demandas da Universidade, mas informou que aguarda o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, que pode redistribuir os royalties do petróleo, previsto para o dia 6 de maio no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação afeta diretamente as receitas do estado.

A greve dos docentes também foi tema de uma audiência pública na Assembleia Legislativa (Alerj) convocada pela Comissão de Servidores Públicos, presidida pelo deputado Flavio Serafini (Psol). Os deputados Carlos Minc (PSB), Lilian Behring (PCdoB), Martha Rocha (PDT) e Renata Souza (Psol) também participaram.

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Na ocasião, a reitora da Uerj, Gulnar Azevedo, disse que a instituição sempre deu transparência à sua situação financeira. “Apesar do momento, a universidade nunca deixou de cumprir seu papel, de formar profissionais e cidadãos para o desenvolvimento do Estado do Rio. Neste debate, com as entidades, tratamos de caminhos para avançar pelo bem do ensino”, afirmou.

A partir da audiência, as demandas dos servidores foram levadas ao governador em exercício, que recebeu a comissão de entidades ligadas à greve na semana seguinte.

Demandas

Além das perdas inflacionárias, os professores da Uerj exigem a manutenção do adicional por tempo de serviço, um acréscimo salarial dado a cada três anos e revogado pela lei 194/2021, que extinguiu os triênios para servidores que ingressaram no serviço público a partir de janeiro de 2022.

Os professores também pautam a necessidade de recompor o orçamento da instituição. Para a presidente da Asduerj, Gregory Magalhães Costa, a valorização da Uerj é fundamental para o desenvolvimento do estado fluminense. “A universidade forte, com as demandas atendidas, valoriza o desenvolvimento social e econômico do estado. Uma formação cada vez mais qualificada reflete em mais emprego e melhor salário para todos os trabalhadores do Rio”, disse.

Próximos passos

A próxima reunião do governador interino com a comissão da Uerj está agendada para o dia 30 de abril. Na pauta está a possibilidade de reajuste do auxílio-alimentação dos servidores. Uma assembleia geral extraordinária dos servidores técnico-administrativos está marcada para amanhã, terça-feira (28).

*Com informações do portal da Uerj e da Alerj

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