Greve na USP tem como objetivo reduzir as desigualdades, afirma diretora do DCE Livre

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A Universidade de São Paulo (USP) segue em greve desde quarta-feira (15), após estudantes e servidores decidiram pela paralisação em assembleia no dia anterior. Entre as principais reivindicações, estão as melhores condições dos bandejões e fim da privatização, aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para um salário mínimo paulista, ampliação dos programas de permanência estudantil, defesa dos espaços estudantis, e isonomia entre docentes e funcionários.

Integrante do Movimento Unifica a Luta por uma Universidade com mais Igualdade, Dani Oliveira, diretora do DCE Livre da USP, explica que a maior parte das reivindicações diz respeito à desigualdade dentro da universidade, que, muitas vezes, dificulta até mesmo a permanência do aluno. “Hoje, a universidade mantém fechado ainda dois blocos inteiros, ou melhor, cedeu para a administração da universidade dois blocos inteiros da moradia. Muitos estudantes moram em regiões muito distantes ou tem que vir de outros estados e não tem onde ficar. Ter uma bolsa que ajude a pagar o aluguel, seja um complemento para o próprio salário, que não cabe no valor dos aluguéis da região, ajuda na permanência desses estudantes”, afirma.

Oliveira defende que a mobilização é pressão legítima para conseguir transformações e faz um balanço da última greve, em 2023. “Conquistamos a recontratação de uma parcela do corpo docente, mas ainda com bastante falta. Até hoje temos cursos como, por exemplo, o curso de artes plásticas, que ainda corre risco de fechar por falta de professores. Dada a dimensão da da greve, a gente considera uma vitória não só para USP, mas é uma vitória do estado de São Paulo, dado que hoje nós temos um governador (Tarcísio de Freitas) que se nega a abrir concursos públicos”, critica.

Para ouvir e assistir

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