Homem é preso após agredir duas mulheres muçulmanas em shopping no PR

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Um homem de 33 anos foi preso após agredir duas mulheres muçulmanas com socos dentro de um shopping em Foz do Iguaçuno Paraná, na última quinta-feira (12).

De acordo com a Polícia Civil, além das agressões, o suspeito teria arrancado o hijab — véu usado na tradição islâmica — de uma das vítimas e tentado retirar o da outra. O caso ocorreu por volta das 16h, dentro de uma loja.

Segundo as investigações, o homem foi contido por clientes e seguranças do shopping até a chegada da polícia. Ele foi preso em flagrante pelos crimes de lesão corporal e racismo. Como as penas somadas impedem a concessão de fiança, o suspeito foi encaminhado à cadeia pública.

O delegado Geraldo Evangelista de Souza Júnior afirmou que o homem não apresentou motivação para o ataque. No entanto, ele possui histórico de comportamento discriminatório desde 2018.

“Na mesquita, em Foz do Iguaçu, ele perturbou um culto que estava sendo realizado no local. Desde 2018, apresenta comportamento discriminatório em razão de etnias. Esses dados serão informados ao Poder Judiciário para eventuais medidas cabíveis”, declarou o delegado.

Como vítimas são de nacionalidade libanesa e síriaconforme informou a autoridade policial.

O delegado também explicou que atos de intolerância religiosa podem se enquadrar no crime de racismo. “Intolerância religiosa é o termo genérico e o crime de racismo prevê a punição para aquelas pessoas que têm essas práticas discriminatórias em razão da raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. São crimes equiparados a racismo, com penas de dois a cinco anos de reclusão”, afirmou o delegado.

Em nota, o Cataratas JL Shopping informou que a equipe de segurança foi acionada e agiu rapidamente, realizando a contenção do suspeito e conduzindo-o para fora do estabelecimento, conforme o protocolo interno.

“O Cataratas JL Shopping preza pela segurança de todos os clientes e colaboradores e repudia veementemente qualquer tipo de agressão física ou verbal, bem como atos de intolerância religiosa, étnica ou de gênero”, afirmou o empreendimento em nota.

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