Diminuição do volume de pacientes crônicos tem impacto direto na assistência e na operação hospitalar (Foto: HUgo)
O Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), unidade do Governo de Goiás gerida pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em Goiânia, registra o menor número de pacientes crônicos internados desde o início do monitoramento sistemático do indicador.
Atualmente, cerca de 30 pacientes permanecem internados há mais de 28 dias na enfermaria — número que já chegou a 59, representando uma redução de 50,8%.
O resultado fortalece a capacidade de resposta da unidade, referência em alta complexidade no Estado. A diminuição das internações prolongadas ampliou o giro de leitos, reduziu o tempo de espera por internação e melhorou a experiência dos pacientes. Com mais vagas disponíveis, o HUGO consegue atender um número maior de casos urgentes e complexos, com mais agilidade e eficiência.
Pacientes crônicos
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), considera-se paciente crônico aquele que permanece internado por mais de 28 dias. A queda expressiva é resultado da implementação de estratégias coordenadas, como o Plano Terapêutico Singular (PTS), realização de mutirões de cirurgias, reuniões multidisciplinares semanais e maior agilidade em procedimentos como gastrostomias (Gtts).
O Serviço Social também tem papel fundamental no processo, viabilizando insumos necessários para a alta hospitalar e articulando vagas em instituições de longa permanência, o que contribui diretamente para a redução do tempo de permanência.
“Esse resultado é fruto de uma cooperação institucional contínua, com treinamento e alinhamento das equipes, melhoria de fluxos e integração entre áreas médicas e assistenciais. Somado a isso, contamos com o apoio da SES na interligação em rede, com a disponibilização de vagas em instituições de longa permanência”, destaca o coordenador médico do Departamento de Clínica Médica do Hugo, Guilherme Carvalho de Sousa.
Impacto direto na assistência
Embora o desempenho seja histórico, o hospital mantém monitoramento constante do indicador, considerando o perfil clínico dos pacientes atendidos. Muitos chegam à unidade com quadros graves, como lesões neurológicas complexas, uso de dispositivos avançados e necessidade de exames de alta complexidade.
Há ainda casos que dependem de vagas específicas em instituições de longa permanência, devido à necessidade de suporte contínuo. Para a diretora médica do Hugo, Fabiana Rolla, o avanço representa melhoria concreta na qualidade do atendimento.
“Reduzir a permanência prolongada reflete o trabalho integrado das equipes e reforça nosso compromisso com uma assistência eficiente, segura e centrada no paciente”, afirma.
A meta da unidade é manter a prevalência de pacientes crônicos abaixo de 15% dos cerca de 250 leitos ativos da enfermaria — entre 30 e 37 pacientes — índice considerado adequado diante do perfil de gravidade e vulnerabilidade dos pacientes atendidos.

