Irã acusa EUA de violar cessar-fogo e Reino Unido envia destróier ao Estreito de Ormuz

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O governo do Irã acusou os Estados Unidos de realizar ataques contra petroleiros iranianos e áreas costeiras próximas ao Estreito de Ormuz, em comunicado oficial nesta sexta-feira (8). O país persa afirmou que as ações estadunidenses violaram o cessar-fogo firmado em abril e classificou os bombardeios como “ato de agressão” em desacordo com a Carta da ONU.

O governo iraniano também voltou a denunciar o bloqueio naval imposto pelos EUA aos portos do país e reforçou que a estabilidade na região depende do fim das sanções e da retirada das forças militares estrangeiras da região.

Nos últimos dias, o governo iraniano recebeu um memorando enviado por Washington com novas propostas de cessar-fogo e abertura de negociações sobre o programa nuclear iraniano, o futuro do Estreito de Ormuz e o levantamento gradual das sanções econômicas. Apesar disso, autoridades iranianas demonstraram desconfiança em relação às intenções dos EUA. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que negociações exigem “boa-fé” e acusou Washington de usar a diplomacia como instrumento de pressão militar e política.

Em outro comunicado, o Irã criticou Israel após ataques contra áreas residenciais no subúrbio sul de Beirute, no Líbano. Irã acusou o governo israelense de cometer crimes de guerra e responsabilizou também aliados ocidentais, como Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, pelo apoio às operações militares na região.

Neste sábado (9), o Reino Unido anunciou o envio do destróier HMS Dragon ao Oriente Médio. Segundo o governo britânico, a embarcação participará dos preparativos para uma possível missão internacional de proteção da navegação no Estreito de Ormuz. A movimentação está sendo feita ao lado da França, que deslocou um grupo de ataque naval para o sul do Mar Vermelho.

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