O Irã apresentou uma “nova proposta de negociação” aos Estados Unidos para encerrar a guerra, por meio de mediadores paquistaneses, nesta quinta-feira (30), informou a agência de notícias iraniana IRNA. No entanto, não foram apresentados detalhes da proposta.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, informou os ministros das Relações Exteriores de vários países da região sobre as posições e iniciativas mais recentes de Teerã em relação ao fim da agressão militar israelense-americana.
Segundo a agência de notícias Tasnim, Araqchi manteve conversas telefônicas separadas com os ministros das Relações Exteriores da Turquia, Egito, Catar, Arábia Saudita, Iraque e República do Azerbaijão.
Ele também afirmou que as negociações devem garantir o direito do Irã sobre o Estreito de Ormuz, além de considerar indenizações pelos estragos causados por Estados Unidos e Israel.
Irã e Estados Unidos estão atualmente em um cessar-fogo, iniciado no começo de abril e estendido até, pelo menos, a segunda quinzena de maio. Embora tenha participado diretamente dos ataques, Israel não se envolveu nas negociações. Os ataques de EUA e Israel mataram pelo menos 3.375 pessoasno Irã.
Não há informações se os Estados Unidos já receberam a proposta. Ontem, o governo de Donald Trump argumentou no Congresso que os ataques contra o Irã cessaram em 8 de abril, quando teve início o cessar-fogo.
Líbano
Novos ataques de Israel deixaram várias pessoas mortas no sul do Líbano, nesta sexta-feira (1º). Militares israelenses emitiram uma ordem de deslocamento forçado para mais uma cidade na região, apesar do “cessar-fogo” apoiado pelos EUA.
A população libanesa já não consegue acolhimento nos abrigos e acampamentos para refugiados, tornando a situação ainda mais grave.
O parlamentar libanês Nabih Berri, enfatizou que o alegado “cessar-fogo” anunciado por Trump no Líbano apenas permitiu que Israel “intensificasse sua agressão”, sem qualquer intervenção do governo americano.
“Onde está essa trégua? E Israel cessou a aniquilação de cidades, a demolição de casas, o derramamento indiscriminado de sangue de crianças, mulheres e idosos, e a obstrução das equipes de ambulância que tentam resgatar os feridos e transportá-los para hospitais, ou resgatar aqueles presos sob os escombros?”, questionou Berri.
Nos últimos dias, Israel demoliu um mosteiro e uma escola de freiras na vila fronteiriça de Yaroun, após explodir casas, lojas, estradas e vários pontos de referência na cidade.
O exército israelense tem aniquilado sistematicamente bairros inteiros na região, enquanto autoridades israelenses afirmam abertamente que pretendem replicar a devastação infligida durante a guerra genocida contra Gaza, no Líbano.
com informações de Al Jazeera, Tasnim e Irna

