O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou, neste domingo (29), o governo dos Estados Unidos de planejar “em segredo” uma ofensiva terrestre, ao mesmo tempo em que divulga mensagens sobre negociações de paz para encerrar a guerra no Oriente Médio, que completou um mês neste final de semana.
“Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeja uma ofensiva terrestre”, afirmou Qalibaf em um comunicado divulgado pela agência oficial de notícias Irna.
Embora tenha anunciado que a guerra teria duração de quatro semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sido ambíguo quanto as próximas ações de guerra. Um navio estadunidense de ataque anfíbio, à frente de um grupo que inclui 3,5 mil marinheiros e integrantes do Corpo dos Fuzileiros Navais, chegou na sexta-feira (27) à região.
Enquanto isso, as negociações diplomáticas seguem ocorrendo no Oriente Médio. Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita se reúnem neste domingo (29) e na segunda-feira (30) em Islamabad, capital paquistanesa, para tentar encontrar soluções para o conflito. As informações são da agência de notícias AFP.
Ataques
Segundo a agência estatal iranaian Irnacinco pessoas morreram neste domingo em um ataque contra o porto de Bandar Jamir, perto do estratégico Estreito de Ormuz.
Ainda neste domingo, a Guarda Revolucionária anunciou ataques feitos no sábado (28) contra duas grandes fábricas de fundição de alumínio localizadas no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos.
Outra ação importante do Irã é o bloqueio do Estreito de Ormuz – por onde passava 20% do petróleo mundial antes do conflito -, o que provocou uma crise energética global e uma corrida dos países para conter o aumento de preços dos combustíveis.
Esse cenário pode se agravar com a entrada do movimento Houthi, do Iemên, na guerra. No sábado, eles anunciaram o lançamento de uma série de mísseis a Tel Aviv, capital de Israel.
De suas posições estratégicas, os insurgentes iemenitas têm a possibilidade de prejudicar o tráfego no Estreito de Bab el-Mandeb, um dos corredores marítimos mais movimentados do mundo.
*Com informações da AFP

