Irã desmente declaração de Trump sobre ter aceitado entregar urânio, afirma Al Jazeera

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Segundo informações do canal Al Jazeera, o Irã teria desmentido, nesta quinta-feira (16), uma declaração feita horas antes pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que alegou ter feito Teerã concordar com a suspensão do seu programa nuclear por 20 anos como condição para possíveis negociações para um cessar-fogo.

Também de acordo com a emissora do Catar, a Repúblcia Islâmica estaria elaborando uma contraproposta em cima da última oferta feita por Washington.

A polêmica surgiu quando Trump, em declaração a repórteres na Casa Branca, afirmou que o Irã teria concordado em entregar suas reservas de urânio enriquecido e declarou que as negociações para um possível cessar-fogo estariam próximas de um acordo.

A matéria da Al Jazeera desmentindo a informação foi publicada horas depois, citando fontes internas do governo iraniano. No entanto, Teerã não apresentou posicionamento oficial até o momento.

Na mesma entrevista, o mandatário norte-americano disse que “há uma chance muito boa” de um entendimento ser alcançado. Em suas palavras, Teerã teria aceitado devolver a “poeira nuclear”, que seria um dos mecanismos para a produção de armas atômicas.

Trump afirmou que o Irã pretende realizar um acordo e que o país mantém um bom relacionamento nesse contexto. “Precisamos que o acordo garanta que o país não possa obter armas nucleares, isso é um grande fator. E eles estão dispostos a fazer coisas hoje que não estavam dispostos a fazer há dois meses”, disse o presidente.

“Parece muito bom que façamos um acordo com o Irã, e será um bom acordo. Será um acordo sem armas nucleares”, acrescentou.

Além disso, Trump disse que a assinatura do acordo poderá ocorrer em breve, em novas rodadas de negociações em Islamabad, no Paquistão.

O presidente norte-americano não descartou viajar a Islamabad caso o acordo seja formalizado neste fim de semana, sem necessidade de estender o cessar-fogo.

Essas medidas do atual presidente dos Estados Unidos acompanham um anúncio realizado nesta quinta, com aprovação do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e do presidente do Líbano, Joseph Aoun, de que haverá um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Hezbollah, que entrará em vigor às 18h, no horário de Brasília.

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