O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, negou neste domingo (15) que o país esteja enfrentando escassez de interceptadores de mísseis balísticos, após mais de duas semanas de guerra.
No sábado (14), o site de notícias norte-americano Semafor citou uma autoridade não identificada afirmando que Israel teria informado Washington sobre uma escassez crítica desses sistemas de defesa.
Perguntado se a notícia era precisa e se a informação de que Israel está pronto para manter conversações diretas com o Líbano também era correta, Saar respondeu: “Para ambas as perguntas, a resposta é não.”
Uma fonte militar israelense também negou qualquer falta, afirmando que as forças armadas estão preparadas para uma campanha prolongada.
O Irã disparou cerca de 300 mísseis balísticos contra Israel, de acordo com o Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) da Universidade de Tel Aviv, além de centenas de drones, desde os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
Metade dos mísseis lançados pelo Irã carregam munições de fragmentação, segundo o exército israelense, que também observou uma queda acentuada no número de disparos diários desde os primeiros dias da guerra.
O Hezbollah também lançou foguetes contra Israel a partir do Líbano desde 2 de março, o que, segundo o grupo armado libanês, foi uma retaliação pela morte do líder supremo do Irã no início da guerra entre EUA e Israel contra o país.
O jornal israelense Haaretz informou no sábado que Israel e o Líbano deverão manter conversações diretas nos próximos dias, citando duas fontes com conhecimento do assunto.

