Lula critica “extrema direita” e elogia Evo Morales e Hugo Chávez

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou o 16º Congresso do PCdoB, na noite de quinta-feira (16), para refletir a situação política atual no mundo e criticar a ascensão da “extrema direita”. O petista ainda relembrou, em tom elogioso, antigos líderes de países da América do Sul, como Evo Morales e Hugo Chávez.

“Qual é a tarefa que nós, militantes de esquerda, temos que fazer? Porque se a gente não discutir isso, a gente não descobre porque a extrema direita cresceu tanto no mundo e os setores progressistas diminuíram tanto no mundo. Nós precisamos parar para discutir isso. Muitas vezes, a gente costuma jogar a culpa nos outros e a gente não pensa se a gente errou, se a gente não errou, o que a gente deixou de fazer ou não deixou de fazer”, afirmou o presidente.

Lula chegou a citar nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “figura politicamente grotesca”.

“Como é que se explica uma figura politicamente grotesca como o Bolsonaro virar presidente da República desse país? Como é que se explica outras figuras serem eleitas em outros países da América do Sul e na Europa?”, questionou.

O presidente emendou relembrando políticos com quem teve o “prazer” de conviver em seus mandatos anteriores.

“A minha convivência com Michelle Bachelet e com (Ricardo) Lagos, no Chile; com (Cristina) Kirchner, na Argentina; com Tabaré (Vázquez) e com (Pepe) Mujica, no Uruguai; com o companheiro (Fernando) Lugo, no Paraguai; com tanta gente… O companheiro (Hugo) Chávez, na Venezuela; com o companheiro Evo Morales, na Bolívia”, citou.

“Ou seja, isso tudo acabou. Nós tínhamos criado a Unasul (União de Nações Sul-Americanos), que era o melhor momento político da América do Sul em 500 anos de história. E não é fácil reconstruir, porque a eleição está mostrando que a extrema direita está voltando”, acrescentou.

A Unasul foi fundada a partir de um Tratado Constitutivo assinado em maio de 2008, pelos governos de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

“Em 2010, a união era composta por todos os 12 Estados da América do Sul e com uma população de quase 400 milhões de habitantes. Desde então, alguns países se retiraram da Unasul, principalmente em função de divergências políticas”, aponta o governo federal.

O Brasil deixou de participar do grupo em 2019, durante o governo Bolsonaro. Em 2023, o governo brasileiro anunciou o retorno do país à união.

Durante o congresso, o chefe do Executivo também comentou questões ligadas à política nacional e voltou a condicionar a possibilidade de se candidatar à reeleição no ano que vem a sua saúde.

“Eu, possivelmente, serei candidato a presidente outra vezes, se eu estiver com saúde. Mas, vou ser candidato para o quê? Para continuar falando de Bolsa Família, Luz para Todos? Eu preciso pensar em um país maior (…) Tem que ser um país em que as pessoas acreditem que possa ser construído”, declarou Lula, citando que 2026 será marcado pela disputa entre a extrema direita e a esquerda.

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