Naoki Tamura, membro do Conselho do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), afirmou que o cumprimento da meta de inflação de 2% no país poderá ser declarado durante a primavera do Hemisfério Norte deste ano, caso se confirme um terceiro ano consecutivo de alta salarial consistente com o objetivo da autoridade monetária.
Segundo ele, a inflação japonesa vem se tornando mais “endógena e persistente”.
Para o dirigente, o mecanismo buscado pelo BoJ – no qual salários e preços sobem moderadamente em interação – “tem sido mantido”.
Nesse contexto, Tamura disse, em discurso nesta sexta-feira (13), ser “bastante possível que, já nesta primavera, a meta de estabilidade de preços de 2% possa ser considerada alcançada”, se houver confiança suficiente na força dos reajustes salariais de 2026.
Tamura avaliou que a inflação subjacente já alcança cerca de 2% e destacou que o índice cheio permanece acima desse patamar há 45 meses.
Ele ponderou, contudo, que o BoJ deverá examinar cuidadosamente os dados para assegurar que a tendência se consolide de forma sustentável e estável.
Considerado um dos membros mais hawkish do colegiado, Tamura reiterou que, se o cenário para atividade e preços se confirmar, o BoJ continuará elevando a taxa básica, hoje em 0,75%. Ainda assim, afirmou que as condições financeiras permanecem acomodatícias e que o juro neutro “deve ser ao menos em torno de 1%”, embora reconheça incertezas sobre a estimativa.

