Movimentos populares realizaram nesta sexta-feira (26) projeções em edifícios da cidade de São Paulo (SP) para manifestar solidariedade ao povo cubano e denunciar os impactos do bloqueio e as ameaças dos Estados Unidos contra a ilha. A iniciativa, organizada pela Alba Movimentos, pelo Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba Associação Cultural José Martí SP e pelo Movimento Sem Teto do Centro (MSTC), na ocupação 9 de Julho, marcou o início da Jornada Nacional de Solidariedade a Cuba e das celebrações do centenário de Fidel Castro.
A jornada vai reunir atividades em cidades brasileiras nos próximos meses. Segundo as organizações, a mobilização reafirma o legado de luta pela soberania, pela autodeterminação dos povos e pela integração latino-americana, inspirada por José Martí, Fidel Castro, Hugo Chávez e Ernesto Che Guevara.
Os movimentos também denunciam o bloqueio econômico imposto a Cuba e afirmam posição contrária às ameaças e às ingerências do governo dos Estados Unidos na América Latina. A campanha, realizada sob o lema de defesa da soberania dos povos, também critica as políticas do presidente Donald Trump e do secretário de Estado Marco Rubio para a região e reforça a palavra de ordem “Tirem as mãos da América Latina.”
A programação da Jornada Nacional de Solidariedade a Cuba inclui uma carreata, bicicletada e bandeiraço “Todas e Todos por Cuba”, em São Paulo, neste sábado (27), atos anti-imperialistas em diversas cidades do país nos dias 3 e 4 de julho, ações de solidariedade a Nicolás Maduro e Cília Flores ao longo de seis meses, festivais da Rebeldia Cubana em 26 de julho e atividades em 13 de agosto para marcar os 100 anos de Fidel Castro.
Durante a mobilização, também serão promovidas ações de solidariedade ao povo venezuelano, atividades em defesa da soberania da Venezuela e a produção de murais em homenagem ao centenário de Fidel Castro em diferentes estados. As organizações afirmam que a jornada reafirma o compromisso dos movimentos populares com a solidariedade internacionalista, a integração da América Latina e a defesa da soberania e da autodeterminação dos povos.

