Milhares de iranianos enlutados saíram às ruas no domingo (1º) em diversas partes do país, incluindo na Praça Enghelab, no centro da capital iraniana Teerã, para lamentar o assassinato do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e expressar rejeição aos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel desde o dia anterior.
Imagens divulgadas pela mídia local mostram a população vestida de preto, enquanto alguns cidadãos choram, e outros seguram bandeiras iranianas e fotos de Khamenei. No santuário de Hazrat Masoumeh, em Qom, manifestantes entoavam frases como “morte à América” e “morte a Israel”. Moradores da cidade de Isfahan também se reuniram no centro do Irã, na Praça do Imã, para protestar contra a ofensiva norte-americana e israelense.
#ASSISTIR | Irão: Pessoas na cidade de Isfahan, no centro do Irão, reuniram-se na Praça Imam para protestar contra o ataque EUA-Israel contra o Irão e para lamentar a morte do Líder Supremo do Irão, Aiatolá Ali Khamenei
(Fonte de vídeo: Radiodifusão da República Islâmica do Irã) pic.twitter.com/C933Ho7nVe
-ANI (@ANI) 1º de março de 2026
Já na Praça Enghelab, civis marchavam enquanto mulheres com véu eram vistas cantando e erguendo imagens do líder supremo. Manifestantes também pedem vingança pela agressão militar de Washington e Tel Aviv.
APENAS EM: 🇮🇷 Multidões pró-regime se reúnem em todo o Irã para lamentar a morte do Líder Supremo Khamenei e exigir vingança. pic.twitter.com/JMnGGsM8kT
— Notícias do BRICS (@BRICSinfo) 1º de março de 2026
Iranianos também se concentraram no santuário do Imam Reza, na cidade de Mashhad.
#ASSISTIR | Irã: Pessoas se reúnem no santuário do Imam Reza (PECE) na cidade de Mashhad, no nordeste, para lamentar a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei
(Fonte de vídeo: Radiodifusão da República Islâmica do Irã) pic.twitter.com/DC9RrbkAY5
-ANI (@ANI) 1º de março de 2026
O governo persa confirmou a morte do aiatolá na noite de sábado, horas depois do presidente norte-americano Donald Trump anunciar o assassinato do clérigo de 86 anos, que ele descreveu como “uma das pessoas mais malignas da história”. Khamenei liderou o Irã e a Ummah muçulmana por 37 anos desde o falecimento do fundador da República Islâmica, Imam Khomeini, em 1989.
Após a confirmação da morte, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) emitiu um comunicado prometendo punições “severas e decisivas” para os “assassinos”. O grupo ainda garantiu que lançaria a operação “mais feroz” da história contra Israel e bases militares dos Estados Unidos instaladas em países do Golfo.
Por outro lado, Trump ameaçou que qualquer retaliação levaria o Irã a ser atingido por uma força que “nunca foi vista antes”.
* Com Tasnim

