A celebração Noites Analógicas reúne música autoral, discos de vinil e experiências sonoras nesta sexta-feira (10), a partir das 21h, no Brilho Cultural, localizado (Rua Ulhôa Cintra, nº 122, Santo Antônio, Recife). O evento promove uma noite de apresentações ao vivo com artistas de Pernambuco e da Paraíba, além de lançamentos e comercialização de discos de vinil. A realização independente e coletiva é da Rede Lula Córtex (PE) e da gravadora Rozenbeat (PE).
Os ingressos estão à venda por R$ 30 (meia-entrada) e R$ 60 (inteira), disponíveis na plataforma Espingarda.
A programação reúne os shows de Totonho e os Cabra (PB), Anjo Gabriel (PE), Abulidu (PE) e Buguinha Dub (PE), que convida a cantora e compositora Erica Natuza (PE) e o cantor Ras Maikoll (PE), integrante do Reggae pelo Reggae (RpR). O público também poderá acompanhar a discotecagem em vinil da equipe do Nagulha.Lab (PE), com a “Rádio Nagulha” ativada especialmente para o encontro, além de uma loja de discos da Nagulha.REC, com promoções e lançamentos.
Com curadoria construída em conjunto pela Rede Lula Córtex e pela Rozenbeat, o evento propõe uma imersão na música produzida fora dos formatos mais convencionais, valorizando a estética analógica e a circulação de obras autorais. A experiência sonora será conduzida por um sistema de som com propagação 100% analógica e monofônica, reunindo equipamentos como válvulas, fitas, transistores e resistores.
“Em ‘Noites Analógicas’, a celebração é a energia sonora pura, a partir de um sistema de som com propagação 100% analógica e monofônica, onde em sistemas de som o áudio mono usa apenas um canal de sinal. Válvulas e fitas se juntam a transistores e resistores, numa resistência-resiliência de fugir do mais mesmo dos algoritmos digitais”, destaca o músico e radialista Marco da Lata, responsável pela Rozenbeat.
Entre as atrações da noite está Totonho e os Cabra, que retorna ao Recife após participação no Festival Lula Côrtes, realizado em maio deste ano. O artista paraibano apresenta ao lado da banda o álbum “Aí Dentu: Funk de Embolada e Hip Hop do Mato”, vencedor do Prêmio da Música Brasileira 2026 na categoria Melhor Lançamento de Funk. O trabalho reúne referências do coco de embolada, do funk brasileiro e do hip hop, marcando uma nova fase na trajetória do músico.
A banda pernambucana Anjo Gabriel também participa da programação com o lançamento do seu mais recente disco de vinil, produzido pela Rozenbeat. O grupo, conhecido por sua relação com a psicodelia nordestina e a cena udigrudi, apresenta músicas próprias e releituras de obras importantes da música pernambucana e nordestina, incluindo “Paêbirú: Caminho da Montanha do Sol”, de Lula Côrtes e Zé Ramalho, e canções de “Flaviola e o Bando do Sol”, de Flaviola. Para a apresentação, a banda recebe a cantora Lua Paiva e os percussionistas Arnaldo do Monte e Thulio Xambá, da Abulidu.
Já a Abulidu leva ao palco do Brilho Cultural músicas do álbum “Códigos Periféricos”, além de faixas como “Abulidu” e “Fogo Cruzado”. Formada em 2019, a banda afropernambucana mistura elementos de música periférica, ancestralidade e experimentação sonora, e prepara o lançamento do seu segundo álbum de estúdio.
Encerrando a programação musical, Buguinha Dub apresenta sua “Vitrola Adubada”, um bailão jamaicano analógico com produções independentes e mixagens realizadas ao vivo. Natural de Olinda, o engenheiro de som e produtor musical convida Erica Natuza e Ras Maikoll para a apresentação, levando ao público sua pesquisa em torno do dub e da cultura dos sistemas de som.
A parceria entre Rede Lula Córtex e Rozenbeat também oferece uma condição especial para quem participou do Festival Lula Côrtes, realizado em maio no mesmo espaço. Essas pessoas poderão adquirir ingressos pelo valor único de R$ 40, com direito à compra de até dois ingressos por e-mail cadastrado. A entrada na chamada “lista mágica” também pode ser solicitada pelo e-mail (e-mail protegido).
Segundo Nemo Côrtes, produtor da Rede Lula Córtex, a proposta é celebrar a música independente pernambucana em uma experiência coletiva. “As quatro apresentações ao vivo e toda a celebração de ‘Noites Analógicas’ são de tirar o fôlego, cair a chapa e derreter a cuca numa libertação emocionante. Assim como a realização, a produção é toda pernambucana”, afirma.

