Número de mortos por ataque a bomba na Colômbia chega a 14, com dezenas de feridos

Publicada em

Um ataque com bomba matou ao menos 14 pessoas e deixou mais de 38 feridos no sudoeste da Colômbia no sábado (25), em meio a uma escalada de violência. O atentado ocorreu no departamento de Cauca, região historicamente marcada pela presença de grupos armados e atividades ilegais, a pouco mais de um mês das eleições presidenciais.

Segundo o governador de Cauca, Octavio Guzmán, entre as vítimas, há cinco menores de idade. “Até o momento, registramos 14 pessoas mortas e mais de 38 feridos, incluindo cinco menores de idade”, escreveu na rede X. Ele relatou que também houve ações em El Túnel, El Tambo, Caloto, Popayán, Guachené, Mercaderes e Miranda.

Atentados estão sendo registrados nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca desde sexta-feira (24). A explosão atingiu diversos veículos em uma estrada da região e outros ataques atingiram estruturas estratégicas, incluindo radar aéreo na localidade de El Tambo, usado no controle do tráfego aéreo.

“Essa é uma ofensiva direta contra a vida, contra um povo indefeso. Não vamos permitir que os violentos continuem impondo medo e desafiando o Estado”, ressaltou Guzmán.

‘Terrorismo’

As autoridades colombianas atribuem os ataques a Iván Jacobo Idrobo Arredondo, conhecido pelo pseudônimo de Marlon e também chamado de “mestre de Jamundí”, devido seu controle sobre a organização de Jaime Martínez, Ele detém controle sobre corredores estratégicos de narcotráfico que ligam o norte de Cauca a partes de Nariño e Valle del Cauca.

Segundo O colombianoapesar de ter recebido anistia da Jurisdição Especial para a Paz (JEP) em 2017, ‘Marlon’ retornou à luta armada em 2019. A ele é atribuído pelo menos oito ataques, incluindo o assassinato da candidata Karina García, em 2019; e o sequestro de funcionários terceirizados do governo de Cauca, em 2025.

Em longa postagem na plataforma X, o presidente colombiano Gustavo Petro comentou o atentado. “Os que atentaram e mataram sete civis e feriram mais 17 civis em Cajibío, muitos indígenas entre eles, são terroristas, fascistas e narcotraficantes”.

“Seu chefe se chama Marlon, plenamente identificado pela inteligência policial e militar”, disse Petro, ao pedir “máxima perseguição mundial” contra o grupo narcoterrorista. “São delinquentes criminosos contra a humanidade e assim devem ser tratados. Querem que a extrema direita: o fascismo, governe a Colômbia porque sabem que com eles fazem seus negócios de cocaína e ouro ilícito”, acrescentou.

“Quero a UIAF em cima de suas finanças, quero os melhores soldados para enfrentá-los, quero que o povo caucano se liberte desta máfia, detritos da violência”, afirmou, dizendo que pretende assinar a acusação e denunciar os responsáveis perante a Corte Penal Internacional.

Capturar recompensa

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, disse neste sábado que a presença militar e policial foi reforçada na área para fazer frente aos ataques. “Esta é uma demonstração covarde de fraqueza por parte de uma organização criminosa cujo principal líder é um criminoso perigoso conhecido como Marlon.”

“Devido aos graves danos que ele está causando à Colômbia, a recompensa por sua captura foi aumentada para cinco bilhões de pesos”, declarou.

A escalada da violência reacende preocupações sobre a segurança no país, tema central da eleição presidencial marcada para 31 de maio. O senador Iván Cepeda, líder nas pesquisas e os conservadores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia já denunciaram ameaças de morte.

Source link