O Grande Debate: Elo Lulinha-Careca do INSS afetará Lula nas eleições?

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Os deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Glauber Braga (PSOL-RJ) debateram, na quarta-feira (20), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre a pesquisa Atlas: Desgaste de Flávio é momentâneo ou consolidado?

A empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, filho de Lula, prestou depoimento à PF (Polícia Federal) na manhã de quarta-feira e afirmou ter apresentado Lulinha a Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O depoimento ocorreu no âmbito das investigações sobre fraudes bilionárias no INSS, com o objetivo de esclarecer a relação de Roberta com os dois envolvidos.

Durante o depoimento, Roberta também declarou não ter repassado dinheiro a Lulinha. Segundo relatórios da PF, a empresária teria atuado como possível operadora financeira e política do esquema de fraudes. De acordo com as investigações, os recursos obtidos de forma ilícita eram distribuídos por uma série de empresas para permitir a lavagem e a ocultação dos valores subtraídos de aposentados e pensionistas.

Escândalo afetará Lula nas eleições

Carlos Jordy afirmou categoricamente que o elo entre Lulinha e o Careca do INSS afetará Lula nas eleições. Segundo ele, Lulinha teria recebido uma mesada de R$ 300 mil e um total de R$ 25 milhões do Careca do INSS, além de ter viajado com ele para Lisboa com tudo pago. Jordy destacou que as informações foram inicialmente trazidas por Edson Claro, ex-sócio do Careca do INSS, e que houve, segundo ele, uma “força-tarefa por parte dos governistas” para impedir que Claro fosse ouvido na CPMI do INSS.

Jordy também afirmou que Lulinha teria negado conhecer o Careca do INSS e que ameaçou processar quem tentasse associá-lo ao escândalo. O deputado acrescentou que tentativas de quebrar o sigilo fiscal e bancário de Lulinha na CPMI foram inicialmente rejeitadas pelos governistas, mas que posteriormente a medida foi aprovada. Ele também criticou o que chamou de interferência do governo no inquérito, mencionando a troca do delegado responsável pelas investigações.

Rebate acusações e amplia o debate

Glauber Braga rebateu as afirmações de Jordy e afirmou que a quebra do sigilo bancário e fiscal de Lulinha foi autorizada por André Mendonça, indicado pelo próprio Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal. Braga também declarou que Flávio Dino cancelou o que chamou de “votação fraudulenta ocorrida na CPI”, e não a investigação em si. O deputado do PSOL citou ainda que 257 mil operações fraudulentas junto ao INSS teriam relação direta com o Banco Master, instituição que, segundo ele, tem envolvimento com Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

Sobre a troca do delegado responsável pelo inquérito do INSS, Glauber Braga afirmou que veículos de imprensa indicaram que a mudança ocorreu a pedido do próprio policial, que desejava retornar ao seu estado de origem, Minas Gerais. Braga também questionou Jordy sobre os mais de R$ 400 mil encontrados no armário de Sóstenes Cavalcante durante uma operação da Polícia Federal, e sobre o fato de Cavalcante ter sido reconduzido à liderança do PL na Câmara dos Deputados após o episódio.

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