OMS monitora caso de hantavírus em navio de cruzeiro após mortes serem confirmadas

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O diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge, informou, nesta segunda-feira (4), que a agência atua com urgência para responder a um evento de hantavírus a bordo de um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico.

Segundo o comunicado oficial, o incidente já resultou em “trágica perda de vidas”, embora o número exato de vítimas não tenha sido detalhado. A imprensa internacional fala em pelo menos três mortes.

De acordo com reportagem da BBCo caso envolve o navio MV Hondius, que viajava da Argentina para Cabo Verde. A publicação destaca que a situação mobilizou autoridades sanitárias internacionais após passageiros apresentarem sintomas graves durante a travessia.

A OMS da Europa está coordenando o suporte médico, processos de evacuação e investigações laboratoriais. Kluge ressaltou que a resposta é baseada em ciência e envolve a colaboração de diversos países para garantir a segurança dos demais passageiros e tripulantes.

O diretor agradeceu publicamente às autoridades da África do Sul pelo apoio rápido no atendimento aos afetados, citando especificamente o cuidado oferecido a um paciente do Reino Unido. A cooperação entre nações tem sido o pilar para conter o avanço de possíveis novos casos.

Ó hantavírus é uma infecção grave tipicamente ligada à exposição ambiental, como o contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Apesar da gravidade do quadro clínico em alguns pacientes, Hans Kluge tranquilizou o público ao afirmar que o vírus não é facilmente transmitido entre seres humanos.

“O risco para o público em geral permanece baixo”, afirmou o diretor em seu posicionamento oficial. Ele reforçou que não há necessidade de pânico ou de imposição de restrições de viagens internacionais neste momento, já que o foco está contido na embarcação e nos contatos diretos.

Segundo a reportagem da BBCas investigações buscam entender como o vírus entrou no navio, avaliando se houve contaminação em suprimentos ou se roedores tiveram acesso a áreas comuns da embarcação de luxo.

Para a OMS, o episódio é um lembrete de que ameaças à saúde não respeitam fronteiras geográficas. A agência defende que a colaboração estreita em emergências de saúde é a única forma de proteger as populações.

Até o momento, os protocolos de vigilância epidemiológica seguem rígidos nos portos de destino. A prioridade das equipes técnicas é o isolamento dos casos suspeitos e a avaliação contínua dos riscos à saúde pública global.

Novas atualizações devem ser divulgadas assim que as investigações de campo e os laudos médicos detalharem a origem da contaminação.

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