Papa Leão 14 e ONU pedem fim da escalada de violência no Oriente Médio

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O Papa Leão 14, de origem estadunidense, pediu o fim da “espiral de violência” no Oriente Médio, após o ataque realizado por Estados Unidos e Israel ao Irã e a rápida resposta do país persa. “Diante da possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, eu apelo às partes envolvidas que assumam a responsabilidade moral de parar a espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável”, disse o pontífice para uma multidão na Praça São Pedro, no Vaticano. “Que a diplomacia recupere seu papel e que o bem dos povos seja promovido”, acrescentou.

Já o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, condenou os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel e a resposta iraniana. “Apelo a todos os Estados-membros para que cumpram rigorosamente as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas, para que respeitem e protejam os civis em conformidade com o direito internacional humanitário e para que garantam a segurança nuclear”, declarou.

De acordo com a Carta das Nações Unidas, um país só pode atacar o outro diante de grave ameaça ou se atacado. “A Carta das Nações Unidas é clara: todos os Estados-membros devem resolver suas disputas internacionais por meios pacíficos, de forma a não comprometer a paz e a segurança internacionais, bem como a justiça”, declarou a presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock.

Líderes mundiais

Ainda no sábado (28), outros líderes globais com assento permanente no Conselho de Segurança de ONU expressaram preocupação com a escalada da violência.

Em postagem no X, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que o início de um conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã têm consequências para a paz e a segurança internacionais e pediu o fim da escalada de violência e fez um apelo a negociação direcionado ao governo iraniano.

A Rússia pediu a suspensão dos ataques e afirmou que a situação deve ser “retornada ao caminho da solução política e diplomática”. O governo russo também declarou que permanece disponível para apoiar iniciativas com base no direito internacional, no respeito mútuo e no equilíbrio de interesses.

Pequim exigiu o fim imediato dos ataques. “A China exige a cessação imediata das ações militares, a prevenção de uma maior escalada das tensões, a retomada do diálogo e das negociações e a manutenção da paz e da estabilidade no Oriente Médio”, diz um trecho do comunicado do Ministério das Relações Exteriores chinês.

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