Para Daniel Lameira, uso de IA por Prêmio Nobel abre chance de olhar ferramenta de novas formas

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Escritores renomados assumiram usar ferramentas de inteligência artificial para criar suas obras. Empresas de IA copiam livros físicos para alimentar seus sistemas, e depois destroem esses livros. Profissionais como tradutores e revisores sendo substituídos por ChatGPT. A inteligência artificial vem causando diversas polêmicas e abalos no mundo literário e no mercado editorial. Para comentar o tema, o Entrevista com BdF recebe o editor e consultor editorial Daniel Lameira.

Para Lameira, o caso de Olga Tokarczuk, que admitiu o uso de inteligência artificial em suas produções, acabou colocando o debate em um lugar de desinformação. “Teve uma reverberação também grande pela manchete que foi dada. Eu acho que acabou viralizando muito em torno disso, como se ela tivesse escrito o livro, recebendo o livro pronto de uma IA. Acho que ela traz a público algo que outros autores também fazem”, diz. “Acho que ela falar, com o peso do Nobel, expôs algo que não é único dela, que é uma coisa que outras pessoas também estão fazendo”, avalia.

Ao mesmo tempo, Daniel Lameira acredita que esse processo das ferramentas de inteligência artificial pode gerar um retorno à valorização do que é artesanal. “Esse fazer humano, esse fazer artesanal, esse fazer, impossível de se copiar ou mimetizar digitalmente, vai ganhar mais força. Acho que esse híbrido vai ser, no futuro, talvez o caminho, mas acho que isso vai acabar valorizando o artesanal, o digital oposto ao físico. Acho que a gente já está vendo isso um pouco nesse momento”, avalia.

Confira a entrevista completa no link abaixo:

Para ouvir e assistir

Ó Entrevista com BdF vai ao ar de segunda a sexta-feira, sempre às 16h, na Rádio Brasil de Fato98.9 FM na Grande São Paulo.

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