China e Estados Unidos “mantêm a comunicação” sobre a próxima visita de Donald Trump a Pequim, afirmou nesta segunda-feira (16) o Ministério das Relações Exteriores chinês, depois que o magnata estadunidense advertiu que poderia adiar a viagem.
“China e Estados Unidos mantêm a comunicação a respeito da visita do presidente Trump à China”, declarou o porta-voz da diplomacia, Lin Jian, sem abordar as recentes pressões de Trump sobre Pequim e países da Otan para que ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã.
O governo dos Estados Unidos informou que Trump visitaria a China de 31 de março a 2 de abril para se reunir com seu homólogo Xi Jinping, embora Pequim não tenha confirmado as datas.
O presidente dos EUA incluiu a China em uma lista de países que, segundo seus critérios, devem enviar forças para obrigar o Irã a reabrir o tráfego pelo Estreito de Ormuz, por onde, em um período normal, passa 20% da produção mundial de petróleo.
“Acho que a China também deveria ajudar, pois importa 90% do seu petróleo pelo estreito”, disse Trump em entrevista publicada no domingo pelo Tempos Financeirosembora com dados equivocados, acrescentando que deseja uma resposta de Pequim antes da cúpula com Xi.
“Gostaríamos de saber antes disso. (Duas semanas) é muito tempo”, disse ele, acrescentando que, caso contrário, “poderíamos adiar” a visita, sem especificar por quanto tempo.
Esta deve ser a primeira visita de um presidente estadunidense à China desde 2017, durante o primeiro mandato de Trump.
Ao ser consultado sobre a possibilidade de o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acompanhar Trump na viagem, apesar ser sancionado por Pequim, Lin sinalizou que essas medidas foram adotadas por suas “palavras e ações relacionadas com a China” quando era senador, sem confirmar se sua entrada no país está ou não vetada.
A China impôs sanções a Rubio em 2020, quando ainda era senador, em resposta às medidas adotadas por Washington contra funcionários chineses. Este tipo de sanções geralmente implica restrições de entrada no país para os funcionários afetados e seus familiares, que suscitaram dúvidas sobre se Rubio poderia viajar ao país.

