Poeta recifense Bell Puã lança novo livro em evento aberto nesta quinta-feira (12), na Madalena

Publicada em

A poeta recifense Bell Puã lança, nesta quinta-feira (12), o livro de poesias À Mente que Sabeem evento gratuito e aberto ao público na sede da SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, no bairro da Madalena, Recife. A atividade tem início às 19 horas, com uma roda de conversa seguida de sessão de autógrafos. A obra, publicada pela editora Letramento e ilustrada por Clara Moreira, propõe uma travessia poética sobre o processo de reconstrução feminina após relações marcadas por violência e sofrimento emocional. O SOS Corpo fica na rua Real da Torre, nº 593, na praça do Mercado da Madalena.

O livro reúne poemas que articulam experiências íntimas, reflexões sobre saúde mental e metáforas ligadas à natureza, especialmente aos rios. Dividida em três capítulos, a obra acompanha uma trajetória que vai da foz à nascente, como quem sobe um rio contra a correnteza, transformando o fim em recomeço. A autora constrói um percurso simbólico em que o movimento da água inspira o caminho de reconstrução de mulheres após se sentirem desfeitas. No percurso, as poesias encenam um diálogo interno da autora, transformando a tristeza e a mágoa em aprendizado e sabedoria.

Segundo Bell Puã, o livro começou a ser concebido após o término de uma relação que descreve como tóxica. O processo de elaboração das poesias ajudou a compreender, na prática, como as violências do machismo atravessam o psicológico das mulheres e como a reconstrução passa também pelo reconhecimento dessas marcas. A publicação também dialoga com a trajetória acadêmica da autora, que possui mestrado em História Ambiental pela Universidade Federal de Pernambuco. A relação com o meio ambiente e a memória aparece nas imagens e alegorias do livro.

Com À Mente que SabeBell Puã chega ao seu quinto livro publicado. Entre os títulos anteriores estão É que dei o perdido na razão (2018); Lutar é Crime (2019), finalista do Prêmio Jabuti em 2020; além de Nossa História do Brasil: Pindorama em Poesia (2024); e o infantil Não há nada como o Mangue (2025). Referência na cena das batalhas de performance poética (slam), a escritora ganhou projeção nacional ao vencer o Slam BR em 2018. No mesmo ano, representou o Brasil e a América Latina no campeonato mundial de poesia falada realizado na França. Bell Puã integra o coletivo Slam das Minas PE e também atua como cantora e compositora.

O lançamento é a primeira atividade Ação Cultural Feminista da instituição em 2026, integrando a programação que marca os 45 anos do SOS Corpo. A iniciativa conta com a realização da Bola Um Produção Cultural e financiamento público, através da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab), selecionada através do Sistema de Incentivo à Cultura do Recife.

Source link