Prejuízo com adulteração de bebidas cresceu R$ 67,6 bilhões em 5 anos

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O prejuízo com adulteração de bebidas cresceu R$ 67,6 bilhões entre 2020 e 2025, segundo dados do FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade) enviados à CNN Brasil.

Veja o crescimento ao longo dos anos:

  • 2020 – R $ 17,6 iria
  • 2021 – R $ 17,6 iria
  • 2022 – R $ 72,2 iria
  • 2023 – R $ 72,2 iria
  • 2024 – R $ 85,2 iria

No ano passado, o Brasil perdeu 468,3 bilhões com o mercado ilegalseja com os produtos ou com a sonegação de impostos. De todo o prejuízo, 85,2 bilhões foram apenas com a falsificação de bebidas alcoólicas – cerca de 18,2%.

O valor estimado em perdas é equivalente a 0,73% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil do mesmo ano, de cerca de R$ 11,7 trilhões.

As bebidas alcoólicas ficam atrás apenas do vestuário, com R$ 87,36 bilhões, em lucratividade para o mercado ilegal.

“Quem opera no mercado ilegal obtém altos lucros gerados pela sonegação de impostos, sobretudo em setores de elevada carga tributária, como cigarros e bebidas. Esses ganhos, aliados ao baixo risco e à sensação de impunidade, tornam a atividade ainda mais atrativa para o crime organizado”, disse Edson Vismona, presidente do FNCP.

O mercado bilionário também tem impactado a saúde da população. Casos de intoxicação por metanol, álcool solvente usado na adulteração de bebidas, dispararam no Brasil.

Em São Paulo, estado que concentra a maior parte das notificações, oito pessoas foram presas por falsificar bebidas nesta semana — e 30 em todo o ano. Dez estabelecimentos foram interditados.

O número de casos suspeitos de intoxicação por metanol no Brasil subiu para 181, de acordo com informações do Ministério da Saúde em boletim atualizado às 17h do sábado (4). Até o momento, 14 foram confirmados.

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