Presidente da comissão que analisa fim da escala 6×1 espera aprovação até final de maio

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O fim da escala 6×1 deu o tom das mobilizações do Dia do Trabalhador e não à toa: o Brasil tem vivido uma série de ataques da extrema direita contra os trabalhadores e trabalhadoras.

O deputado federal Alencar Santana (PT-SP), presidente da comissão que analisa o projeto do fim da escala 6×1, compara o que está acontecendo aqui no Brasil com o cenário da Argentina, onde está em curso uma disputa sobre os direitos dos trabalhadores. “Os bolsonaristas estão defendendo a escala à la Milei, onde a carga horária aumenta e o trabalhador ganha por hora.”

Em entrevista ao Conexão BdFsim Rádio Brasil de FatoSantana destaca que as elites econômicas emperram a aprovação do projeto. “Quando o trabalhador pode ter alguma conquista existe uma forte resistência de outros setores. E foi assim ao longo da história, desde a criação da CLT, desde o salário mínimo, desde as férias, desde o 13º ou quando reduziu a jornada de 48 para 44 horas na Constituição de 1988, onde o presidente Lula era constituinte”, lembra .

Santana destaca que o argumento para atacar os direitos trabalhistas atravessou gerações e segue vivo nos dias de hoje. “O discurso é o mesmo: ‘Ah, vamos quebrar, nós precisamos de compensação’. Aliás, quando eles aboliram a a escravidão no país, disseram que tinham que ser indenizados porque estavam ali perdendo os seus trabalhadores. Quer dizer, é lamentável, é uma vergonha, porque não compreende que o trabalhador precisa ser justamente valorizado”, afirma.

O deputado federal Alencar Santana conta que o prefeito Hugo Motta (Republicanos-PB já se comprometeu a votar a matéria ainda em maio e explica que a ideia é ouvir todos os lados envolvidos. “Nós vamos fazer os debates, ouvir as centrais sindicais, ouvir ministro, ouvir as confederações empresariais, ouvir especialistas”, conclui.

Para ouvir e assistir

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