Presidente da CPMI do INSS diz que PF está “filtrando” dados

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O senador Carlos Viana (Podemos-MG)presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, afirmou nesta segunda-feira (2) que a PF (Polícia Federal) está “filtrando” as informações a serem repassadas para a comissão.

“Hoje conversei com o Andrei (Rodrigues, diretor-geral da PF) para esclarecer uma dúvida. A decisão do André Mendonça (relator do caso no STF) não define que a PF faça filtro para entregar a comissão. A decisão é que recebamos os arquivos completos”disse Viana.

Segundo o senador, o diretor da PF indicou que há uma determinação no gabinete de Mendonça que se entregue apenas os dados relativos a empréstimos consignados — um dos eixos centrais da investigação, que apura suspeitas de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

Viana explicou que a decisão do ministro, que devolveu à CPMI os documentos referentes às quebras de sigilo telemático, bancário e telefônico de Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), não estabelece a necessidade de filtragem prévia do conteúdo antes do envio à comissão.

“Não está claro que a Polícia Federal deva fazer qualquer tipo de filtro. A nossa preocupação é receber os documentos para investigação, independentemente de posição, parentesco ou condição financeira. Se a pessoa está envolvida, tem que prestar contas.”

A articulação ocorre em meio à análise do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)que aguarda pareceres técnicos da Polícia Legislativa, da Secretaria-Geral da Mesa e da Advocacia do Senado para decidir se mantém ou anula a votação da CPI que aprovou, em bloco, 87 requerimentos.

Entre as medidas aprovadas está a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silvafilho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento, não há prazo definido para a deliberação final.

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